Nós na rede

Disclaimer: Esse post não é um artigo científico de psicologia social.

Esse negócio de como as pessoas se comportam online é algo muito interessante. Notem que eu não critiquei as pessoas que colocam suas fotos de festas, compras e dividem com o resto da humanidade seus feitos profissionais. Eu fiz uma constatação: nas redes sociais muita gente parece ter uma vida maravilhosa para os nossos padrões ocidentais, segundo os quais as pessoas se definem pelo que elas consomem e a carreira, ser alguma coisa na vida, é algo de extrema importância.

E óbvio também que as redes socias (orkut, facebook, tweeter) são um fenômeno relativamente novo e nós ainda estamos aprendendo a nos comportar dentro delas. Não sei se todo mundo que tem Facebook pensa, por exemplo, que cada update de status será visto por, sei lá, 200, 300 pessoas. Imagine você num salão-de-festas com 200 pessoas com as quais você tem diferentes tipos de relações. Alguns são colegas de trabalho que você só ve das 9 às 5, outros são amigos próximos e outros são parentes distantes, daqueles que a gente só vem em casamento e velório. Daí você vai lá e grita em alto e bom som para todo mundo ouvir:

Vocês aí que tão com pena do meu namorado, fiquem sabendo que eu terminei com ele porque ele transou com a fulana.

Alguém aí faria isso? Pois fiquem sabendo que eu vi algo assim no Facebook. É claro, que quando a gente não ve essas 200, 300 ou mais pessoas que estão ali lendo sobre a nossa vida, fica mais fácil expor coisas que talvez no mundo real tivéssmos vergonha de expor.

E daí vem a idéia de que, ao mesmo tempo que no mundo virtual nós temos um enorme controle sobre a nossa imagem, nós podemos nos editar, photoshopar, colocar aquelas fotos em que estamos mais bonitas, com as melhores roupas, escolher exatamente que partes da nossa vida vamos mostrar também temos bem menos controle sobre quem tem acesso a essas informações e como elas serao usadas. Antigamente, nos idos anos 90, as fotos de viagens eram mostradas entre amigos, talvez no trabalho e se a gente dissesse algo assim meio sem pensar, tipo queria que todos esses carroceiros sem noção sumissem das ruas de Porto Alegre depois de um tempo isso era esquecido e só sobrava a vergonha. Agora tudo isso pode ser googlado e usado contra nós.

Outra fenômeno que eu acho interessante é como alguns valores da nossa sociedade capitalista ocidental se refletem em como as pessoas se comportam nas redes sociais. Já que a nossa personalidade se define por aquilo que consumimos – de livros, carros, filmes, viagens, tratamentos de beleza, eletro-eletrônicos – então se torna importante construir uma identidade em torno desses elementos. Consumir significa fazer parte da sociedade, significa que nós estamos produzindo alguma coisa, recebendo a recompensa por essa produção e usando essa recompensa para comprar produtos constroem a nossa identidade. E isso precisa ser visto por aqueles que estão à nossa volta.

Mas vejam bem, isso não é uma crítica, apenas um convite à reflexão.

Food for thought

Por que será que no Facebook e Orkut todo mundo está sempre feliz e sorridente;  viajando para lugares maravilhosos; decolando na carreira; comprando carros, casas, bolsas, iphones; indo a festas maravilhosas com gente fina, elegante e sincera? Será que esse país das maravilhas existe off-line?

Perguntar não ofende.

Eu e os veículos de transporte – uma relação turbulenta

Querid@s leitoras e leitores, espero não estar incomodando vocês com meus três posts diários ou inundando o Google Reader ou Bloglines de vocês. Sinceramente essa não é minha intenção.

Nesse momento eu estou num ônibus a caminho de Estocolmo. A essa hora já era para eu estar no conforto do meu lar  saboreando uma comidinha gostosa preparada por mim (perdoem a falta de modéstia) em vez da gororoba sem gosto que servem nos restaurantes da universidade onde eu dou aula. Só que no meio do caminho tinha uma árvore. Ou melhor, no trilho do trem tinha uma árvore que caiu, fez com que a corrente elétrica fosse cortada e, por consequência  disso, o trem não pudesse andar.

Daí a empresa de trens chamou onibus que estão nos levando até Estocolmo e o resultado é que em vez de chegar la às 19:45, chegarei cerca de 10:30. Isso acontece, dirá a turma do copo metade cheio. O problema é que comigo acontece de forma bem frequente.  Eu pego esse trem uma vez por semana e mais ou menos uma semana sim outra não dá algum problema. Semana passada cheguei em Estocolmo com uma hora e meia de atraso. Por causa de algum problema que não me lembro a empresa substituiu o trem rápido por um trem comum e mais lento.

Tudo bem, poderia ser pior, eu poderia ter um vôo para pegar e além disso, tem internet de graça no onibus – no trem custa dinheiros. Mas a questão é que eu devo ter descobri que eu atraio problemas de transporte, por isso que no verão eu vou ficar parada no mesmo lugar. Quer dizer, em três semanas eu vou pra Londres, espero que o vulcão islandês não volte à ativa.

Mudando de assunto, estou dando aulas em sueco. Sim, achei que isso nunca fosse acontecer, estava satisfeita por ter terminado meus cursos de sueco e conseguir me comunicar. Os primeiros cursos que peguei na universidade foram em inglês porque eram oferecidos também para alunos internacionais. Daí peguei um curso só com alunos suecos e vários fatores se uniram: 1) esses alunos eram conhecidos e eu sempre falava em particular com eles em suecos, 2) eram apenas 9 alunos nessa disciplina, isso me deu confiança e 3) eu percebi que alguns deles não se sentiam 100% confiantes e seguros para falar em inglês e não abro mão de que os alunos se sintam completamente à vontade para perguntar, opinar, criticar, etc, daí resolvi me esforçar um pouco. Não foi fácil, e é claro que eu cometo erros, mas dei meu recado. Fiquei muito satisfeita com o resultado do curso, vi que a maioria se esforçou bastante então acho que deu pra entender o que eu falei.

No mais, prometo que vou esperar no mínimo um dia para postar de novo.

Ainda sobre a Odete Roitman que mora dentro de mim

Pois é povo, como podemos confirmar nos comentários do post aí de baixo, todo mundo que voa com certa frequência tem problemas com malas que se recusam a nos seguir até o destino final, voos que atrasam, e funcinários mal-educados ou incompetentes. Mas a questão não é essa. O problema, ou melhor, o meu problema é essa desconfianca que eu tenho quando essas coisas acontecem no Brasil. É uma coisa que não da para evitar, ou talvez até dê agora que eu me dei conta desta faceta da minha personalidade. Sabem esse pensamento : “Típico desse país… isso aqui é uma bagunca mesmo”. Isso não acontece quando coisas semelhantes acontecem em outro país, daí eu geralmente dou desconto: pode ser a cultura, pode ser que eu tenha sido vítima de um erro pouco comum. Ou até mesmo perceber que houve um erro mas ter confianca de que a situacao vai ser resolvida sem muito esforco da minha parte, confianca essa que eu não tenho quando estou no Brasil. Porque como eu disse no post, daqui a uns anos eu não quero ficar como a senhoura que eu encontrei no aeroporto, me achando alguma coisa melhor só porque eu consegui parir uma crianca nessa parte do globo.

Ah, esqueci de contar no post que as nossas bagagens foram extraviadas na viagem de volta também. Dessa vez todas as quatro e não apenas a minha mala. A diferenca? Chegamos no guiche da compahia aérea e uma senhora muito atenciosa nos atendeu, digitou o número das nossas bagagens e nos informou que as mesmas chegariam no próximo vôo Frankfurt-Estocolmo e que no dia seguinte nos seriam entregues. Dia seguinte, oito da manhã ligam do aeroporto para confirmar que estaríamos em casa entre dez da manhã e uma da tarde porque nossas malas seriam entregues. Meio dia e meia toca, nossas malas chegam, carregadas por um funcionário do aeroporto. Eu tive que me segurar muito para não ter um pensamento odeteroitmaninao.

Outra coisa que venho reparando, como a média de idade d@s funcionári@s da TAM e baixa assim como acho que devam ser os salários. Acho que isso se reflete bastante no tipo de atendimento. Dividir o vôo com umas mocinh@as nos seus early twenties que se acham o máximo porque ficam rodando o mundo e ficando em hotéis legais e que por isso se acham no direito de me tratar como uma idiota que teve a sorte de pegar carona no avião que elas estão comandando não é nem um pouco legal. Saudades da Varig!

Mas era isso caros 1o leitores, espero que da próxima vez que eu vá pro Brasil eu tenha matado a Odete. Agora vou voltar a preparar minha aula.

Meu lado Odete Roitman

Nessa última visita ao Brasil eu descobri uma faceta da minha personalidade que não me agradou nem um pouco. Resolvi batizá-la de meu lado Odete Roitman. Sabem, aquela personagem da novela das oito, Vale Tudo, que achava o Brasil o inferno na Terra, achava que nas Oropa era tudo melhor, tudo mais organizado, vivia reclamando do povo ¨tupiniquim¨ e tal. Então, eu meio que virei ela na minha viagem ao Brasil. E é com muito pezar que eu admito isso.

Tudo começou quando a minha mala não chegou comigo em São Paulo, eu perdi o vôo para Porto Alegre. Então eu pensei comigo mesmo que as pessoas no aerporto em Porto Alegre são mais legais e compreensivas que em Guarulhos. É, a coisa só piora. Baseada nessa minha avaliação eu decidi esperar até Porto Alegre para reclamar que não tinha nem uma muda de roupa, nem uma calcinha para trocar até que minha mala chegasse, o que na melhor das hipóteses levaria dois dias haja visto que ela tinha ficado em Paris. Eu esperei quase duas horas para conseguir cem reais para comprar calcinhas porque a cada pergunta que eu fazia o moço tinha que ir para uma sala confabular com seus colegas para só depois me dar a resposta. Nesse momento vários pensamentos odeteroitmanianos rondavam minha cabeça, coisas do tipo ¨só no Brasil para acontecer esse tipo de coisa, se fosse em outro país um pouco mais civilizado eu ia ser melhor atendida¨ ou ¨por que investem tão pouco em treinamento nas empresas brasileiras¨.

O detalhe é que bem do meu lado tinha uma mulher fazendo o escândalo por causa da mala da filha dela que pelo que eu entendi tinha ficado em São Paulo. Ela tinha morado 20 anos na Suíça e disse achar o Brasil um atraso, que se sentia mais Suíça do que brasileira (se os suíços consideram ela uma conterrânea, aí ja são outros quinhentos), fez questão de mencionar pelo menos umas 5 vezes o fato de que a filha dela tinha nascido no exterior e que tinha passaporte britânico. O engraçado é que eu pensei: ¨nossa, eu é que não quero ficar assim, coisa horrível, coisa boçal¨.  Sem perceber que as meus pensamentos eram tão odeteroitmanianos como o dessa mulher, com a única diferença de que eles não se verbalizaram.

Depois fomos fazer uma viagem pela Argentina e Uruguai, ao sair do Brasil pediram para o Nicklas aquele papel que dão para estrangeiros quando eles entram no Brasil e que eles tem que devolver quando saem. Lapso meu, eu meio que não coloco Argentina e Uruguai na categoria ¨exterior¨ porque  dá para chegar lá de carro e saindo da casa dos meus pais são 4 horas para a fronteira com o Uruguai e 6 para a fronteira com a Argentina. Daí não tínhamos o papel, nem o Nicklas nem o moço uruguaio do nosso lado, os funcionários muito gentilmente resolveram nos insentar da multa de 227 reais que seria cobrada. Mas o ponto é o seguinte, eu fiquei pensando que só no Brasil mesmo para entregarem um papel que precisa ser mantido e entregue na saída onde essas informações estão em letras beeeem miudinhas num papel é meio milímetro mais grosso que papel higiênico .

O momento mais esperado da minha viagem para Buenos Aires

Eu e Mafalda na Calle Chile!

Victoria’s Secrets e Calvin Klein se cuidem…

vem ai TAM underwear.

Depois de esquecer a minha mala em Paris e me deixar sem roupa nos meus primeiros dias no Brasil (tudo bem que com o calor que tá fazendo não preciso de muitas roupas) a TAM me deu uma necessaire cheia de produtos inúteis como sabão em pó e um desodorante muito vagabundo. Entre esses produtos estava essa maravilhosa calcinha/cueca. Deve ser suuuper confortável…

Que calor!

Estou no Brasil.
Balanço de 5 dias:
Baratas avistadas: 0
Malas perdidas: 1
Malas reencontradas: 1
Ligações infrutíferas para o serviço de bagagem da TAM no aeroporto Salgado Filho: inúmeras
Chimarrões: 234354 and counting
Churrascos: 1 à vista
Visitas a médicos, dentistas e outros profissionais da saúde: 2

Vagas para doutorado em ciências naturais

O departamento de ciências naturais da Universidade de Estocolmo abriu 37 vagas para doutorado em várias áreas como astronomia, biofísica, fisiologia e imunologia. As inscrições podem ser feitas até dia 20 de novembro.

Mais informações aqui. Clique nos respectivos links para encontrar as informações em inglês.

Enquanto isso, no Brasil…

Se me pedirem para citar uma coisa no Brasil da qual eu sinto vergonha, minha resposta não seria corrupção, nem prostituição, nem pobreza, seria isso

A classe média brasileira, em todo o seu esplendor.

Sobre o trabalho, a vida e as coisas

Eu sei que eu prometi escrever sobre a cidade onde estou dando aula, Karlstad, o problema é que a minha estada lá se resume a três lugares: o bed and breakfast onde eu “moro” (eu já disse em outro post que em sueco a gente “mora” nos lugares em vez de se hospedar) quando estou lá, a universidade e a estação de trem. Espero que ano que vem eu possa escrever alguma coisa e postar algumas fotos considerando que 1) vou ficar lá de segunda a quarta-feira e 2)adquiri uma máquina fotográfica guaipeca depois que a minha irmã tomou posse da minha ex-câmera. Mas o B&B onde eu moro, Birgitta B&B é ótimo, super recomendo se alguém estiver pelas bandas de Värmland (a província em que Karlstad se localiza). O B&B fica numa área cheia de casas antigas com pomares cheios de macieiras e pereiras e é super aconchegante, o café da manhã é simples (pães, frios, legumes, geleia, cereal, yougurte, leite, suco, café e chá) mas super gostoso, a cama é macia, o banheiro é limpo e melhor de tudo, o preço é camarada – cerca de 80 reais por noite.

Agora sobre a universidade. Esse é sem dúvida o melhor trabalho que eu já tive na vida (espero ainda estar pensando assim em 2 anos) e estou feliz por ter conseguido exatamente o emprego que eu queria considerando ser estrangeira e ter chegado aqui na Suécia a menos de três anos sem nenhum contato ou referência. Ainda não são as condições ideais: nesse semestre eu estou substituindo professores e dando algumas aulas em áreas que eu tenho mais conhecimento (mídia e movimentos sociais, por exemplo), ano que vem eu vou ter um contrato de 30% do tempo e lógico, tem o fato de que Karlstad fica a três horas de trem de Estocolmo, onde eu moro e nós não temos planos de mudar para o interior. Mas para o começo eu acho que está ótimo, estou conhecendo bastante gente, fazendo contatos e descobrindo várias oportunidades.

Contatos é algo que eu descobri ser algo indispensável aqui na Suécia, mais do que em outros lugares, principalmente em áreas profissionais que não são muito amplas por aqui, nas quais todo mundo se conhece. Eu acho que apenas nas faculdades da região metropolitana de Porto Alegre são oferecidas mais vagas para doutorado em mídia e comunicação por ano do que em toda a Suécia, só para dar um exemplo. Logo, conhecer as pessoas certas  é muito importante. A primeira disciplina que eu peguei foi por recomendação de uma antiga professora, como eu já contei, e porque eu estava lá na universidade e acho que eles ficaram satisfeitos com meu trabalho, me ofereceram outras disciplinas.  Eu sempre ouvi por aqui que o mais difícil é colocar o primeiro pé dentro do mercado de trabalho, depois disso as oportunidades surgem, mas não achei que fosse assim tão fácil, depois de já estar dentro. Por isso, eu não me arrependo nem um pouco de ter cursado um segundo mestrado aqui na Suécia pois além de ser de graça e de eu poder receber auxílio do governo durante parte dos meus estudos, se não fosse por ter cursado o mestrado, eu nunca teria conseguido esse emprego na universidade.

Além de eu estar gostando muito de dar aula, de ter contato com os estudantes e aprender bastante com eles eu fiquei positivamente surpresa com a recepção que tive no departamento. Todo mundo tem sido extremamente amigável, sempre que eu cruzo com alguém que eu ainda não conheço a pessoa se apresenta conversa um pouco comigo e tal. Na minha primeira semana, quando não sabia onde nada ficava, precisava de chaves, cartões,senhas e conta de email não faltou gente para me ajudar.

Espero que a minha (ótima) primeira impressão sobre a universidade seja mesmo a que vá ficar!

Umberto, o gato top model

Oi pessoas bonitas que leêm meu blog. Por motivo de furto (minha irmã roubou minha câmera) não tinha dado até o momento para mostrar o Umberto para vocês.

Mas aqui está ele, com todo seu charme e elegância.

Aqui está ele deitado em cima das contas a pagar, acho que ele tava com medo que faltasse dinheiro para a comida dele!

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Preguiça

As vezes eu leio uns posts tão legais nos blogs alheios e fico com vontade de estar com a pessoa numa mesa de bar, num banco de praça, num assento tre trem, trocando uma idéia.
Porque ando com uma preguiiiiiça de comentar. E esperar a resposta. E responder a resposta.

O grande projeto

Eu estou fazendo esse curso de redação acadêmica que não é um curso para estrangeir@s, na minha turma, de estrangeiras, somos eu e uma menina alemã. Até agora tive duas aulas, a professora é muito atenciosa e competente e o pessoal bem interessado. Por ser um curso noturno tem bastante gente mais velha que já trabalha há tempo. Os alunos são de todas áreas química, engenharia mecânica, serviço social, ciências políticas e por aí vai.

Na semana passada teve aquele negócio de se apresentar e a professora pediu que falássemos sobre a nossa experiência em escrever textos acadêmicos.

Daí chegou a vez dessa aluna falar, uma senhora de uns 60 anos.

- Meu nome é Kerstin, eu estudei Teoria Literária, Pedagogia e Francês e espero que esse curso vá me ajudar no meu projeto …

Professora: Legal, qual é seu projeto?

- É o projeto em que eu estou trabalhando

Professora: Que consiste em…

- Em um grande projeto que eu estou envolvida no momento.

Daí a professora deixou por isso mesmo né. Ficamos no aguardo das manchetes nos principais jornais, canais de TV e estações de rádio.

Reclamar pode ser bom

No post anterior falamos sobre expatriados reclamões, tem vários comentários interessantes então se você está chegando agora sugiro que os leia também. Eu acho que reclamar pode ser produtivo, dependendo da maneira como o fazemos. Esse post conta a história de uma briga que eu comprei aqui na Suécia porque achei que valia à pena. Os fatos se desenrolaram durante o final do ano passado e primeiro semestre desse ano.

Até janeiro do ano passado eu fazia um curso samado Svenska som främmande språk (sueco como língua estrangeira) na Universidade de Estocolmo. Esse curso era dividido em quatro disciplinas, Sueco oral, escrito, Realia (um tipo de Educação Moral e Cívica em sueco) e Projeto, essa última disciplina tinha como objetivo nos ensinar a fazer um projeto de pesquisa.

Sinceramente, se fosse possível eu trocava a aula de projeto por mais um semestre de gramática, que tive no primeiro semestre do curso com uma professora ótima, porque depois de duas graduações e dotois mestrados eu mais ou menos sei como fazer um projeto de pesquisa. Mas, como essa não era uma opção, fiz a matéria e, consequentemente, o projeto em grupo com mais três colegas.

Tudo correu bem, por incrível que pareça considerando que o trabalho era em grupo (correu tão bem que mantive o grupo com uma das colegas que fez o próximo curso comigo), fizemos nosso trabalho e entregamos a primeira versão para o professor. Ele sugeriu algumas correções e alterações e disse que no geral o trabalho estava bom.

No último dia de aula teríamos que apresentar o trabalho. Apresentamos, nossa apresentação recebeu alguns elogios dos outros colegas, mas quando chegou a hora de o professor fazer seu comentário, ele encheu o trabalho de defeitos, disse que nós usamos uma linguagem estranha, que nós escrevemos como falamos e que o trabalho tinha muitas estatísticas (detalhe: era uma pesquisa quantitativa). Uma das críticas que ele fez era o fato de termos usado a palavra mottagare que significa receptor significando isso mesmo, o receptor da comunicação, sabem, emissor e receptor, ele disse que a palavra era usada antigamente significando rádio, assim como usamos em português. O interessante foi que em uma aula do curso seguinte outro professor usou exatamente a mesma palavra com o mesmíssimo significado que tínhamos usado no nosso trabalho.

Mas não foi só isso não, no final da aula o professor resolveu fazer uma avaliação geral da turma. E aí veio a aula de didática. Ele disse que depois de termos estudado sueco pelo tempo que estudamos, já deveríamos falar bem melhor, que nós não estávamos preparados para fazer um curso universitário em sueco e que se ele fosse um empregador, não nos contrataria por que não falávamos sueco suficientemente bem.  E olha que essa era a última aula de um curso que deve preparar os alunos para um curso universitário em sueco.

Eu fiquei tão indignada que resolvi escrever uma carta para o DCE universidade (aqui se chama studentkår) relatando o que aconteceu, junto com uma das minhas colegas de grupo, que estava tão indignada quanto eu. Mandamos o email e depois de uns dias recebemos a resposta de uma moça chamada Eva, que nos deu algumas opções de passos que poderíamos seguir a partir da nossa reclamação. Nós falamos que não estávamos interessadas em revisão de notas, nós tínhamos passado e isso era o que interessava. No entanto, queríamos que o professor ficasse sabendo que o comportamento dele não foi apreciado. A Eva nos escreveu de volta e sugeriu que marcássemos um encontro com ela, o professro em questão e a chefe do departamento para discutir o problema. Ela então escreveu para a chefe do departamento, explicando o acontecido e pedindo para marcar o tal encontro.

…. (tempo passando)

Meses se passaram e nada aconteceu. Lá por abril eu recebo um email  da Eva dizendo que ela estava fazendo o relatório de fim de semestre, com todos os casos que ela tinha acompanhado e queria saber se nosso caso teve algum desfecho. Eu disse que não, e que tinha ficado decepcionada, porque isso para mim mostrava que o departamento não está nem aí para o que os alunos pensam. Ela me respondeu e disse que achava muito estranho, porque nós não pedimos revisão de prova nem nada, apenas queríamos conversar e disse que iria escrever novamente para a chefe do departamento. Dito e feito. A chefe que daí ja era ex-chefe repassou o email para o atual chefe que pediu desculpas, disse que estava se acomodando na nova função, que tinha muitas coisas para resolver e que nosso caso tinha ficado para trás, mas que nossa reclamação era importante e que iríamos marcar um encontro.

Encontro marcado, vamos eu e a minha colega primeiro conversar com a Eva que nos disse que não era a primeira vez que acontecia esse tipo de problema nos cursos de sueco como língua estrangeira e que  foi muito bom que nós tivéssemos escrito a carta e tal.

Durante o encontro nós falamos, falamos e falamos, perguntamos porque o professor não fez as críticas que ele tinha feito quando entregamos o trabalho para revisão e criticamos a maneira como ele se expressou diante da turma. A Eva falou para ele que aprender uma língua estrangeira depende muito de auto-confiança e por isso falar que não nos empregaria porque não falamos bem a língua não ajuda muito no aprendizado. Mas o melhor mesmo foi quando ela disse que queria ver as avaliações do curso, preenchidas pelos alunos no fim de cada semestre e ele ficou enrolando, porque eu acho que as avaliações não devem ser tão boas. Esse professor – que é tudo o que um bom professor não deve ser – só n0s pediu desculpas quando o chefe do departamento disse que ele, o professor, não tinha se expressado da maneira mais adequada.

No fim das contas, eu acho que valeu à pena ter reclamado. Esse professor deve pensar que os alunos estrangeiros não conhecem os canais para reclamar e por isso abusou de sua autoridade. Eu espero que agora ele pense melhor quando for fazer suas “avaliações”.  Para esse tipo de reclamação eu dou o maior apoio.

Como não ser feliz na sua vida de expatriad@

Há quase oito anos fora do Brasil, eu sempre ouço gente dizendo que nunca mais quer voltar a morar lá, ou gente dizendo que no Brasil tudo é maravilhoso, o sol, o mar, o futebol, o samba… Muita gente que quer sair do Brasil e pensa se a vida lá fora vai dar certo ou não. Então eu sempre me pego em análises pseudo-sócio-antropológicas de quais os fatores que fazem com que sejamos felizes e satisfeitos com nossa vida fora da pátria amada. Eu consegui elencar já alguns fatores, mas veja bem, essa é apenas a minha opinião. A sua pode ser diferente. Muitos desses erros eu já cometi, por isso achei por bem avisar.

1. Reclame de onde você está. Muito. Ache defeitos em tudo, tenha uma visão assim bem p&b, simplista e reducionista das coisas. Aqui não dá para ter empregada, ir na manicure, cabeleireiro, massagista então é ruim. Não ter carro então… Quem um dia disse que isso era o primeiro mundo errou feio.

2. Concentre-se no #1, mas não esqueça de explicar, salientar, fazer com que todos entendam que NO BRASIL TUDO É MELHOR. O sistema de saúde é maravilhoso, as escolas e faculdades todas ótimas racismo, que isso? Xenofobia? Xeno o que mesmo…? Esqueca o grande esquema das coisas. Ele não existe

3. Irrite-se com todo e qualquer estrangeiro que mostrar desconhecimento sobre o Brasil (desconhecimento e preconceito são coisas diferentes) afinal de contas nos sabemos muito bem quem é o presidente da Polônia, que língua se fala na Indía, sem falar na geografia da China e da Rússia, mesmo esses sendo países sem a mínima importância no cenário mundial.

4. Se você tem um-a parceir@ nativ@ do país onde está morando, deixe que ele-a resolva todos os seus problemas, não se meta.

5. Se você não fala a língua do país onde está, não se esforce muito em aprender.

6. Generalize bastante quanto aos nativ@s do país onde você está. Afinal de contas, a cor do passaporte deles é a mesma, muito diferentes eles não deve ser um do outro.

7. Generalize e discrimine também outros imigrantes, pois nada melhor do que achar um grupo em situação pior do que a que estamos para nos fazer sentir melhor. Saia falando por aí dos indianos que são sujos, coloque árabes e muçulman@s tod@s no mesmo saco e saia falando que eles não sabem viver numa sociedade civilizada. Romenos… todos ciganos, que são um povo em que não podemos confiar. Outros Latino-Americanos, que elegem elegem um índio e um comunista para presidente. Se você vem do sul do Brasil, não esqueça dos nordestin@s e goian@s. Classe média? Só se misture com seus iguais.

8. No trabalho, reclame que seus colegas são preguiçosos, pois povo trabalhador é o brasileiro. Também não se misture muito com seus colegas, porque eles provavelmente bebem demais, comem comidas esquisitas e não tomam banho.

9. Não perca tempo em aprender sobre a cultura e a história do país onde você está.

10. Também não procure entender muito sobre política, legislação e afins, porque nada funciona mesmo.

Fazendo todas essas coisas tenho certeza de que você terá uma péssima experiência em qualquer país e poderá voltar ao Brasil onde você vai, com certeza, reclamar que nada funciona e que bom mesmo é na Europa/Estados Unidos/Austrália/Japão. A não ser que você tenha morado na África, outros países da América Latina e mais uns tantos países considerados piores que o Brasil. Daí você vai voltar dizendo que o Brasil é mais ou menos como uma Europa abaixo da linha do Equador.

Por favor, não me siga

Disclaimer: Hoje eu vesti minha camiseta de CHATA, então provavelmente depois de ler esse post você vai achar que eu sou uma pessoa bem chata. Read at your own discretion!

Eu não entando muito toda essa hype das mídias socias. Bom, até entendo de um ponto de vista comercial. Se trabalhasse na área de comunicação de alguma empresa, partido político, ONG provavelmente acharia Tweeter, Facebook, Orkut e similares opções bem baratas e eficazes para se comunicar com os públicos dessas organizações.

O problema é que no nível pessoal as vezes fica parecendo que eu to recebendo a newsletter da vida dos meus amigos e conhecidos e isso é meio chato. Fica aquela sensação de que eu sou apenas mais uma na multidão de pessoas que precisam ficar sabendo que fulano foi para Madagascar ou que ciclana comprou uma bolsa nova.  Tipo assim, eu recebo a newsletter da Naomi Klein, porque existem bem poucas possibilidades de que ela vá me ligar para conversar sobre o último discurso do Obama. Agora, dos meus amigos eu apreciaria uma forma de comunicação mais pessoal.

Eu não sou uma daquelas pessoas nostálgicas que achava que no tempo das cartinhas éramos muito mais civilizados. Não mesmo, eu acho muito legal poder falar todos os dias com meus pais, que moram do outro lado do Oceano Atlântico. Com cartinhas nossa comunicação ficaria bem mais difícil. Também gosto da possibilidade de trocar mensagens com meus amigos no Orkut e no Facebook e de conhecer pessoas legais através do blog. Mas reparem numa coisa, em todas essas atividades que eu acabei de listar existe interação entre as partes. Eu converso com meus pais, troco mensagens com meus amigos pelo facebook e geralmente respondo os comentários do blog e comento em outros. Agora ficar jogando mensagens ao vácuo, contando não sei pra quem o que eu fiz ou deixei de fazer não é para mim. A ironia disso é que essas ferramentas foram idealizadas exatamente para que as pessoas se comuniquem mais, só que muitas vezes acabamos  nos comunicando menos.

Eu acho que eu fui contagiada pela paranóia que os ingleses tem por privacidade (eu mostrei o hitta.se, um site onde se pode descobrir o telefone, endereço ou nome de praticamente qualquer pessoa aqui na Suécia, e esse não é o único site aqui onde dá para fazer isso, para alguns amigos em Londres e ele ficaram genuinamente chocados com a possibilidade de ter seu endereço e telefone divulgados assim tão facilmente) e não quero ser seguida. Eu imagino a angústia que seria se eu tivesse um Twitter. Eu acho que teria aí por três seguidores, o que para mim já é um exército. Não, eu definitivamente não gosto de me sentir seguida. Talvez eu empregasse um ghost twitterer pra despistar meus seguidores. Quando eu fosse viajar para o Brasil, mandaria @ ghost twitterer escrever que eu estou a caminho da China.

Carros e música

A Saab tem revelado (bom, pelo menos para mim) artistas suec@s muito talentos@s em seus comerciais, primeiro foi a banda Oh Laura! com a música Release me e agora Asha Ali com The time is now.

Universidade de Karlstad

Como tem bastante gente que visita o blog para procurar informações sobre universidade na Suécia, eu resolvi escrever um post sobre a Universidade de Karlstad, onde eu vou dar aula. A universidade não está na lista de universidades suecas que eu coloquei nesse post aqui porque para falar a verdade quando eu escrevi o post eu não sabia que existia uma universidade lá. Só fiquei sabendo quando a minha orientadora me disse que eles tinham vagas de emprego e que o departamento de mídia e comunicação de lá era muito bom e os projetos de pesquisa “muito modernos e sofisticados”, nas palavras dela.

Quando eu cheguei na universidade eu me surpreendi, porque ela é enorme e super moderna. Na minha cabeça eu não imaginava que uma cidade de mais ou menos 50 mil habitantes (metade da minha cidade natal, de onde eu tive que me mudar para fazer faculdade) fosse ter uma universidade tão grande. A universidade é bem nova, foi fundada em 1999 e tem cerca de mil funcionários e 10 mil alunos, que é um pouco mais da metade do número de alunos que a UFSM, onde eu fiz a graduação, tinha no primeiro semestre de 2008.

Eu dei uma olhada no programa de mestrado em mídia e comunicação e achei bem interessante e bem melhor do que o programa da Universidade de Estocolmo, onde eu estudei. O curso se chama Master Programme with a profile in Global Media Studies e tem 2 anos de duração (120 ECTS). O curso tem duas habilitações: Media and Communication Studies e Information Systems e prepara tanto para carreiras em assessoria de imprensa, terceiro setor e análise de mercado como para seguir na carreira acadêmica cursando doutorado.

O departamento de Ciências Econômicas, Comunicação e TI, onde eu vou dar aula também oferece várias disciplinas de graduação em inglês, uma delas é a de Global Media mas também tem Media and Social Change, Web design and Digital Imaging, Digital Media, Culture and Politics entre outros, apenas na área de mídia e comunicação. Essas disciplinas são de 15 ECTS, que é metade de um semestre aqui na Europa.

A universidade também oferece vários cursos em inglês em outras áreas,e para quem está pensando em estudar na Suécia, vale à pena dar uma olhada. Uma das vantagens de morar em cidades menores é a facilidade de encontrar onde morar (é bem difícil encontrar apartamentos para alugar nas maiores cidades universitárias suecas, como Estocolmo, Gotemburgo e Lund) e os preços um pouco melhores. Eu só fui uma vez na cidade e passei apenas algumas horas, então não posso falar muito. Mas em breve, assim que tiver explorado um pouco, volto com mais informações.

Bye bye verão

Me dá uma angústia ver o blog às jogado às traças, mas acontece que eu estava ocupada aproveitando o verão. Sim, aproveitar o verão é mais ou menos uma religião por aqui. Na TV só passa porcaria tipo primeiras temporadas de Seventh Heaven e Gilmore Girls porque, hey, quem vai querer ficar sentado em casa assistindo TV quando o sol brilha lá fora até as 11 da noite. A piscina da academia fechou por seis semanas porque quem vai querer nadar na piscina limpinha com tantos lagos cheios de lodo dando sopa por aí. Desculpa gente, eu não gosto mesmo de nadar em lago, açude, rio, porque tenho nojo da lama que fica no fundo. Além do mais não conseguir ver o fundo me dá angústia. E se tiver um animal venenoso lá?

Apesar de eu não gostar de verão tenho que admitir que o verão sueco é bem mais agradável que o verão brasileiro, principalmente o verão no sul do Brasil – muito abafado e úmido – e particularmente em Santa Maria, onde eu morei os últimos seis anos antes de vir para a Europa, onde as folhas das árvores não se mexem, o sol é escaldante e não dá para viver sem ar condicionado. O verão aqui é melhor porque 1) tem vento, 2)à noite refresca bastante e 3) NÃO TEM BARATA.

Mas então, eu resolvi aproveitar o verão, só que não exatamente como os suecos. Não fui acampar, não nadei no lago (motivos já explicados) e não peguei um bronze, nem natural, nem artificial. Eu fiz alguns cursos na universidade, arrumei guarda-roupas, dei coisas, outras vendi no Tradera (Ebay sueco),  remei numa canoa pela primeira vez na vida, peguei um cruzeiro para a Estônia para celebrar a despedida de solteira de uma amiga, comi churrasco de picanha, fiz duas entrevistas de emprego e brinquei com o Umberto que agora já está interagindo bastante.

Mas agora acabou o aproveitamento porque o outono tá ai, piscina da academia reabriu. Os seriados legais tipo Desperate Housewives vão voltar a TV – na verdade eu queria que algum canal passasse Mad Men, mas não sei se vai rolar – e as aulas recomeçaram. Esse outono inicia com uma novidade, eu recebi uma proposta para dar aula na universidade de Karlstad, uma cidade que fica a 350 km de Estocolmo. Completamente out of the blue um professor me escreveu e disse que precisava de alguém para dar aula da disciplina de Global Media e que meu nome tinha sido recomendado a ele por alguns colegas. Minha surpresa foi que a professora que me recomendou – no início eu achei que tivesse sido a minha orientadora porque sei que ela trabalhou com professores dessa universidade – me deu aula no primeiro semestre do mestrado e nem trabalha mais na Universidade de Estocolmo. Fiquei super feliz por ter conseguido esse emprego sem ajuda de ninguém – bom com a ajuda da minha ex-professora, mas ela não me recomendou porque eu sou simpática e querida – sem ser amiga, namorada, esposa, filha, irmã ou prima de ninguém, apenas pela minha competência.

No início eu achei que esse professor que me contratou, sendo o responsável pela disciplina, iria preparar todo o programa e eu só chegaria lá para dar as  aulas, porque afinal de contas ele não  me conhece e eu não tenho experiência. Mas qual não foi a minha surpresa quando ele me pediu opinião sobre o programa, métodos de avaliação e disse que eu poderia escolher os assuntos que quero ensinar e os textos que vou usar. Depois disso a coordenadora do curso me ligou para discutir detalhes práticos tipo, se eu precisasse de livros poderia comprar que depois a universidade me reembolsa e já disse que semestre que vem pode ser que eles precisem de mim para outras disciplinas. Pois bem, nas últimas semanas tenho me dedicado a isso, pesquisar textos, le-los, tentar conter minha vontade de incluir no programa todos os textos interessantes que eu achei para não assustar os probres alunos. Segundo o professor esse é o primeiro curso que eles estão fazendo em inglês, então não dá para exigir muito. Além de agilizar coisas práticas como arrumar onde ficar em Karlstad (minhas aulas são quarta e quinta-feira então só vou ficar lá nesses dias), pesquisar preços de passagens de trem e tentar comprar livros nas livrarias online suecas que insistem em cancelar os meus pedidos.

No mais estou adorando  sair de casa de manhã com um ventinho frio batendo no rosto – ótimo para acordar – que me lembra o vento Minuano que soprava quando ia para a universidade às sete e meia da manhã em Santa Maria.

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