Ontem decidimos usar um cupom que tínhamos para travessia de barco + almoço em Utö, uma das ilhas do arquipelágo de Estocolmo (Estocolmo, também conhecida como a Veneza do Norte, é um árquipelago com mais de 2000 25.000 ilhas). Saímos de casa em direção ao porto que não ficava muito longe; chegando lá precisávamos estacionar o carro para depois pegar o barco que partiria às 12:45. Mas aí começaram os problemas, ficamos meia hora rodando pelos diversos estacionamentos e não encontramos uma vaga, e o tempo passando. Quando vimos que já tinha passado o horário de partida do Barco, decidimos abortar a missão e ir para outra ilha mais perto do continente. Para ir a essa ilha, podíamos ir para o centro de Estocolmo e de lá pegar um barco.
Voltamos para casa, deixamos o carro e seguimos de metro para o centro. Lá pegamos o barco e fomos para a ilha de Fjärdeholmarna. O trajeto de barco leva pouco mais de meia hora. A ilha é muito bonita, tem uns restaurantes, umas lojinhas de artesanato. Tem uma oficina de cerâmica onde as pessoas podem fazer seus vasos e outra de vidro, onde dava para ver uma mocinha fazendo copos e outros artefatos de vidro. Além de, claro, muita natureza, porque os suecos no verão precisam estar ao ar livre, de preferência torrando no sol. Aliás isso representa um problema para mim, porque eu, Paola Madrid Sartoretto, confesso que não sou uma amante da natureza. Pronto, falei. Não que eu não entenda a importância das florestas e recursos naturais para a humanidade, o meu problema é o contato com a natureza em suas formas menos agradáveis: insetos, pé-no-barro, capim dentro da roupa, etc. Eu gosto muito de admirar a paisagem, mas de longe. Entretanto, meu namorado ama tudo o que eu detesto e acha o máximo fazer pic-nic ou ir para uma casa de verão onde o único banheiro é uma latrina fora de casa. Ui!
Bom, voltando à ilha, depois de contemplarmos as belezas naturais decidimos que era hora de almoçar num restaurante de frutos do mar defumados. Aparentemente mais pessoas tiveram a mesma idéia, pois ficamos quase meia hora na fila. Depois do almoço decidimos que era hora de voltar porque queríamos ir ao Grona Lund, que é um parque de diversão. Na hora de pegar o barco para voltar mais uma fila
Chegando em Estocolmo, tínhamos que pegar outro barco para chegar ao parque de diversão, e, lógico, mais uma fila. E essa era tão grande que tivemos que esperar o segundo barco. Mas, enfim, conseguimos chegar ao Grona Lund, e eu precisava fazer uma visita ao toalete, o que me obrigou a entrar em outra fila, (por que o banheiro dos homens NUNCA tem fila? E por que, já sabendo da propensão feminina a visitas ao toalete, os organizadores de eventos, donos de parques de diversão, restaurantes, etc, não colocam mais banheiros femininos à disposição?) acho que a essa foi a mais demorada do dia porque as moças decidiam retocar a maquiagem, arrumar o penteado, seiláoque, dentro do banheiro fedido. Mas depois de muiiito tempo chegou a minha vez.
Depois da minha ida ao banheiro, decidimos fazer o que todos fazem num parque de diversão, andar nos brinquedos. O primeiro foi a montanha-russa e para isso entramos noutra… isso mesmo, fila. Depois da montanha-russa, fomos noutro briquedo que é como uma montanha russa mas no lugar de carrinhos, são cadeiras pendentes. Esse brinquedo é novo no parque e por isso tinha uma enorme…. adivinhem… FILA.
Na hora de ir embora eu estava quase morta, não agüentava mais ficar em pé depois de tantas filas. A última vez que lembro de ter ficado tanto tempo numa fila foi em 2005 no Live 8 em Londres.
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Ainda dentro do título desse post, de segunda a quarta-feira eu passei fazendo comida, porque tivemos visitas, um casal de amigos com uma bebê de 2 meses. E, como eu tenho muito medo de que as visitas passem fome e gosto de cozinhar, acabei passando horas com a barriga no fogão. Mas nos divertimos, fizemos churrasco e passeamos.
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Todas essas filas e multidões porque aqui é verão e está cheio de turistas, essa é a principal razão pela qual eu sou uma fã de viagens em baixa temporada.




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