Ontem foi o primeiro dia do meu nono ano (não consecutivos) estudando em instituições de ensino superior. A Universidade de Estocolmo é também a terceira universidade no terceiro país em que estudo. Acho que dá para dizer que eu sou uma estudante profissional, com a ressalva de que nessa profissão não se recebe salário.
A minha primeira impressão da Faculdade de Jornalismo, Mídia e Comunicação da Universidade de Estocolmo foi muito boa. Tive uma introdução ao curso e depois uma recpção para conhecer os professores e colegas. Não tem como não fazer comparações com a City University em Londres. Bom, para começar, a faculdade aqui não é tão moderna, último grito do design e tecnologia como o então recém inaugurado prédio do Departamento de Ciências Sociais da City University onde eu estudei, mas têm uma biblioteca própria.
A atmosfera é bem mais informal e eu achei as professoras que fizeram a introdução muito acessíveis a dispostas a esclarecer dúvidas e ajudar os estudantes. Nós fizemos um tour pelo prédio, que fica em Östermalm, a área chique de Estocolmo próximo à Rede Sueca de Televisão (SVT) e Rádio Sueca (SR). Quando a professora nos mostrou a sala dela, eu achei bom fazer uma pergunta de ordem prática: se era preciso marcar hora para falar com os professores (na City, os professores atendiam alunos por uma ou duas horas duas vezes por semana) e ela disse que não. Já vi que a informalidade é regra, o que eu acho ótimo, pois no Brasil cansei de ir na casa dos meus professores, tomar café, sair para tomar uma cerveja e não acho que isso tenha prejudicado minha educação.
Hoje eu teria uma “aula” de como usar a biblioteca, sim, porque os suecos não poderiam deixar um bando de estrangeiros desorganizdos começar a usar sua impecavel biblioteca sem antes doutriná-los na difícil arte de procurar um livro nas estantes e posteriormente retirá-lo. Infelizmente eu tive que perder essa porque tinha prova no curso de sueco.
Eu já tenho várias coisas para ler e quinta-feira tenho que fazer uma apresentação sobre o meu projeto de pesquisa. Mas não reclamo, pois fora a falta de salário, eu gosto muito da minha profissão.












