Arquivo para Setembro, 2007

Estudos

Continuo estudando bastante muita coisa para ler,  preparação para seminários, apresentações e on top of that o curso de sueco.

Essa semana foi um pouco chata no mestrado, o tema foi mídia na China. Tudo bem, tudo bem, eu reconheço a importância da China no cenário sócio-ecônomico-cultural mundial e da necessidade de analisar e entender a mídia sob um ponto-de-vista não ocidental. Mas foi chato, eu preferia uma semana sobre o Oriente-Médio. Pronto, falei!

Semana que vem será sobre a Rússia e eu antecipo que vai ser bem mais interessante, para mim pelo menos.

E o curso de sueco continua firme, dia 10 de Setembro comecei outro nível, com uma profe MUITO melhor, praticamente uma bolsa Prada no meio de um mar de bolsas da C&A. E eis que semana passada ela me diz que acha que eu tenho condições de fazer a prova para terminar esse nível em que estou agora dia 23 de Outubro, ou seja, em pouco mais de um mês.

Refugiados, asilados, imigrantes

“As one of the countries involved in the invasion of Iraq, it(the UK) has a moral obligation to help those displaced by the bloodshed that has followed.” Kate Allen, Director of Amnesty International - UK Section

“Como um dos países envolvidos na invasão do Iraque, o Reino Unido tem a obrigação moral de ajudar os desabrigados durante o derramanento de sangue que seguiu a invasão.” Kate Allen, Diretora da Anistia Internacional-Reino Unido

Enquanto isso, mais ao norte …

More than half the asylum requests received in Sweden were from Iraqis. The 9,300 Iraqis who sought asylum in Sweden accounted for more than half of the Iraqi asylum applications worldwide.

Mais da metade dos pedidos de asilo recebidos na Suécia na primeira metade desse ano foram de iraquianos. Os 9,300 iraquianos que buscaram asilo na Suécia representam mais da metade dos pedidos de asilo de iraquianos no mundo inteiro.

Tirem suas próprias conclusões.

Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a terra

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Queria escrever um post longo sobre o Dia do Gaúcho, com análises, argumentos, fatos históricos, mas tenho 230 páginas para ler para terça-feira, então fica inviável.

Gostaria de falar de separatismo, racismo, imigrantes, chimarrão, porte-de-armas, PT , Revolução Farroupilha, tradicionalismo e música gaúcha, mas no momento preciso me concentrar na Mídia Chinesa.

Parabéns para todos os conterrâneos, aproveitem a Bienal do Mercosul, Feira do Livro de Porto Alegre que já vai começar e tomem um chimas por mim.

Fazendo o cérebro pegar no tranco

A semana passada foi meio punk, tudo bem, já houve épocas da minha vida em que eu tive muito mais coisas para fazer e consegui dar conta de tudo. Só que desde que chegei aqui na Suécia, fiquei ou de papo pro ar, ou só estudando sueco. Mas agora desde que o mestrado começou a minha vida ficou mais movimentada e nessas primeiras semanas eu precisei me adaptar à nova rotina.

Para começar, no mestrado aqui, diferente de Londres e da faculdade no Brasil, nós fazemos um curso (ou cadeira ou disciplina) de cada vez; então, de 27 de agosto a 4 de novembro o curso que estou fazendo é Global Media, de novembro a fevereiro será Mediatized Intersections. Se por um lado isso é bom, porque dá para se concentrar 100% numa disciplinas, por outro lado os horários ficam bem malucos e não da para assumir muitos compromissos. Além disso, nessa disciplina de Global Media, nós temos professores estrangeiros, que vêm para uma semana, então, se acontece algum problema, se um deles precisa cancelar ou mudar a data da viagem, os horários das aulas também mudam.

Nós temos em média 100 páginas para ler por semana até agora e os temas têm sido super interessantes. Na primeira semana tivemos palestras com Terhi Rantanen, uma professora finlandesa que dá aula na London School of Economics e com Paolo Mancini, que dá aula na Universidade de Perúgia, na Itália. A primeira palestra foi sobre a relação entre mídia e globalização. Terhi Rantanen fez um estudo interessantíssimo, no qual ela traça a mediagrafia de três famílias abrangendo quatro gerações. Mediagrafia é um “mapa” que tem como objetivo identificar como a globalização atingiu as famílias ao longo do tempo e estabelecer relações entre a mídia e processos de internacionalização. A segunda palestra, com Paolo Mancini foi sobre as relações entre mídia e sistemas políticos. Mais para o final da semana, tivemos a oportunidade de reencontrar Terhi Rantanen no seminário, que foi ótimo porque nos seminários a turma se divide em dois grupos e daí temos a possibilidade de discutir melhor sobre os assuntos.

O tema da semana passada foi Globalização e Museus e para começar a semana, tivemos aula com a Anna Rooosval, que é a coordenadora do curso. Nessa aula discutimos como outras culturas são representadas nos chamados museus etnográficos. Confesso que eu nunca tinha pensado em globalização e imperialismo cultural sob esse ponto de vista. A nossa tarefa da semana para o seminário foi visitar um museu e analisar uma das exposições sob o ponto de vista dos textos que tínhamos que ler para a semana. Eu fui com o meu grupo no Etnografiska Museet e nós analisamos a exposição “Trazendo o mundo para casa” sobre relatos de viagens de exploradores suecos em diversas épocas.

Sexta-feira os grupos apresentaram sua impressões sobre os museus. A seminário seria das 10 às 12 só que a discussão foi tão boa que ficamos mais um pouco, e, provavelmente se o pessoal (incluindo eu) não tivesse outros compromisso, teríamos ficado lá a tarde inteira.

Para essa semana o tema é Notícias internacionais e eu tenho muita coisa para ler, melhor começar logo!

Eu não falei?

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Há tempos que eu venho observando essa onda de nacionalismo exacerbado e uma certa aceitaçãon social do racismo na Europa. Pois bem, hoje, lá na capa do The Independent, com todas as letras, está uma reportagem sobre a campanha do Partido do Povo Suíço para tornar mais rígidas as leis de imigração e punições para imigrantes no país, que é uma das mais antigas democracias da Europa.

O jornalista Paul Vallely sumarizou muitos dos meus pensamentos sobre os conflitos raciais, nacionalismo e choque entre o ocidente e oriente, em especial os crescentes problemas enfrentados pelos muçulmanos na Europa.

Leia a matéria em inglês, ou a minha tradução não profissional abaixo.

Suíça:trevas da Europa?
A Suíça é conhecida como um paraíso de paz e neutralidade. Mas hoje é o país da lugar a um novo tipo de extremismo que tem alarmado a ONU. Propostas por novas leis draconianas que tem como alvo os imigrantes foram taxadas de racistas e injustas. Um poster, parte da capanha do principal partido político, é tido cono xenofóbico. Teria a Suíça se tornado as trevas européias?

À primeira vista, o poster parece uma inocente história em quadrinhos para crianças. Três ovelhas brancas ao lado de uma negra. No desenho, parece que os animais estão sorrindo. Mas então você nota que os três animais brancos estão sobre a bandeira suíça. Uma das ovelhas brancas está chutando a negra para fora da bandedeira.express20070830_8155534_3.jpg

O poster representa, de acordo com a ONU, o símbolo sinistro do crescimento de um novo racismo e xenofobia no coração de uma das mais antigas democracias independentes em todo o mundo.

Um preocupante novo tipo de extremismo está em alta. Pois o poster - que traz o slogan “Por Mais Segurança” - não é o trabalho de um grupo neo-nazista. Ele foi concebido - e colado em outdoors, publicado em jornais e enviado para todas as casas numa mala-direta - pelo Partido do Povo Suíço (Schzweizerische Volkspartei ou SVP) que possui o maior número de cadeiras no parlamento Suíço e faz parte da coligação que governa o país.

Com as eleições gerais marcadas para o mês que vem, o partido lançou uma campanha que fez com que o observador especial para racismo da ONU pedisse uma explicação oficial do governo. O governo lançou uma campanha para obter 100 mil assinaturas necessárias para forçar um referendo para reintroduzir no código penal uma medida que permite que juízes deportem estrageiros que tenham cometido crimes sérios assim que eles cumpram sua sentença na prisão.

Ainda mais dramático, o SVP anunciou sua intenção de submeter ao voto parlamentar uma lei permitindo que a família inteira de um criminoso menor de 18 anos seja deportada assim que a sentença seja anunciada.

Essa será a primeira lei desse tipo na Europa desde a prática nazista de Sippenhaft - responsabilidade por parentesco - segundo a qual parentes de criminosos eram considerados responsáveis pelos crimes de seu parente e punidos igualmente.

A proposta será um caso-teste não apenas para a Suíça mas para toda a Europa, onde uma divisão entre multiculturalismo liberal e um isolamento conservador está se abrindo no discurso político em muitos países, incluindo o Reino Unido.

Graças a pontualidade dos trens suícos, o compromisso foi na hora exata. Eu iria encontrar Dr. Ulrich Schlüer - um dos homens por trás da proposta draconiana - no restaurante da principal estação de trem em Zurique às 19:10. Enquanto caminhava pela estação a caminho do encontro, eu ponderei o que pensaria Dr. Schlüer dessa hiper eficiente e limpa estação, onde uma sorridente menina somali vende sanduíches de peixe, um norte-africano limpa o chão, e babá negra fala inglês rudimentar com a criança de quem toma conta. A atitude do Partido do Povo Suíço para com imigrantes é, podemos dizer, ambivalente.

Um quarto dos trabalhadores Suíços - um em cada quatro, como a ovelha negra do poster - são imigrantes estrangeiros nessa pacífica, próspera e estável economia com baixo desemprego e um PIB per capita maior do que outras economias ocidentais. Zurique foi, nos últimos dois anos, considerada a cidade com a melhor qualidade de vida no mundo.

O que a babá pensava do poster da ovelha negra, perguntei a ela. “Eu sou convidade nesse país”, ela respondeu. “É melhor que eu não diga”.

Dr. Schlürt é um homel pequeno e afável. Mas ao mesmo tempo que fala com suavidade, ele empunha uma enorme espada. As estatísticas são claras, ele disse, a probalidade de que um estrangeiro cometa um crime é quatro vezes maior do que para um suíço. “Num subúrbio de Zurique, um grupo de jovens entre 14 e 18 anos recentemente estuprou uma menina de 13 anos”, ele disse. “No fim, todos eles já estavam sob investigação algum tipo de infração. Eles eram todos estrangeiros dos Balcans e Turquia. Os pais disseram que estes meninos estão fora de controle. Nós dizemos: ‘Isso não é aceitável. É responsabilidade de vocês controlá-los e se vocês não conseguem vocês vão ter que deixar o país’. É uma punição que todos entendem.”

Essa esta longe de ser a única idéia polêmica do partido. Dr. Schlüer lançou uma campanha para um referendo para banir a construção de minaretes muçulmanos. Em 2004, o partido fez uma bem-sucedida campanha para leis de imigração mais rígidas usando a imagem de mãos negras num pote cheio de passaportes suíços. E um de seus principais líderes, o Ministro da Justiça, Christoph Blocher, disse que ele quer suavizar as leis anti-racismo porque elas diminuem a liberdade de imprensa.

Os oponentes dizem que tudo depende das eleições gerais mes que vem. Apesar de a deportação ter sido excluída do código penal, ela ainda está em vigor na legislação administrativa, diz Daniel Jositsch, professor de direito penal na Universidade de Zurique. “No fim, nada mudou, o criminoso ainda vai para o aerporto e para o avião.”

Com táticas astutas, o referendo do SVP se restringe à restituição simbólica. Seu plano de deportar famílias inteiras foi submetido ao parlamento onde tem pequenas chaces de passar. Ainda assim, o dividendo em publicidade é o mesmo. E é tão preocupante para ativistas de direitos-humanos que um observador especial da ONU, Doudou Diène, advertiu ainda esse ano sobre uma “dinâmica racista e xenofóbica” que costumava ser comum apenas na extrema-direita está se tornando uma parte regular do sistema democrático na Suíça.

Dr. Schlüer rebate. “Ele vem do Senegal onde eles têm vários problemas que precisam ser resolvidos. Eu não sei por que ele vem aqui em vez de cuidar dos problemas do país dele.”

Esse tipo discurso apenas reforça as opiniões de seus oponentens. Mario Fehr é um parlamentar Social Democrata da região de Zurique. Ele diz: “Deportar alguém que comenteu um crime é não apenas injusto e desumano, é estúpido. Três quartos da população suíça acha que estrangeiros que trabalham aqui estão contribuindo para a economia. Nós temos vários trabalhadores qualificados - especialistas em informática, médicos, dentistas.” Livrar-se dos estrangeiros, o que os oponentes suspeitam ser a real intenção do SVP “seria um desastre econômico”.

Dr. Schlürt insiste que o SVP não é contra todos os estrangeiros. “Antes da guerra nos Balcans, nós tínhamos ótimos trabalhadores que vinham da Iugoslávia. Mas depois da guerra houve um grande influxo de pessoas com quem nós tivemos muitos problemas. O abuso dos benefícios sociais é um grande problema. Estima-se que custa R$3 bilhões por ano. Mais de 50% disso vai apra estrangeiros.”

Ele não esconde suas suspeitas no Islã. Ele causou alarme entre muitos muçulmamos suíços (em torno de 4,3% de 7,5 milhões) com sua campanha para banir o minarete. “Nós não somos contra mesquitas, mas o minarete não é mencionado no Alcorão ou nenhum outro texto Islamico. Ele apenas simbliza o lugar onde a lei Islâmica é estabeleciada.” E lei Islâmica, diz ele, é incompatível com o sistema legal suíço.

Atualmente há apenas duas mesquitas no país com minaretes, mas urbanistas estão negando solicitações para outros, depois que pesquisas de opinião mostraram que quase metade da população suíça era a favor da proibição. O que está em jogo na Suíça não é apenas a aversão a estrangeiro ou desconfiança no Islã mas algo muito mais fundamental. É um choqie que está no coração da crise de identidade que se vê em toda a Europa e nos Estados Unidos. É sobre como vivemos num mundou que mudou radicalmente desde a Guerra Fria com o crescimento da economia globalizada, crescimento do fluxo imigratório, crescimento do Islã como uma força internacional e o ataque terrorista de 119. A Suíça apenas ilustra esse fenômeno mais geograficamente que outros lugares.

A Suíça também é um exemplo latente por causa da complexa rede de influencias que encontram expressão em Ulrich Schlüer e seus colegas de partido

Ele é extremamente orgulhoso da independência de seu país. Ele é um defensor da política de neutralidade armada, que determina que a Suíça não possui um exército mas todos homens jovens são treinados e estão em stand-by.

Ligado a isso, está um sistema de democracia direta em que muitas decisões sobre impostos, educação, saúde e outras áres importantes são tomadas em nível local.

“Como a democracia direta funciona é um ponto muito sensível na Suíça”, ele diz, explicando que ele sempre se opôs a entrada do país na União Européia.

A Suíça tem as leis mais rígidas de naturalização em toda a Europa. Para se naturalizar, você deve viver no país legalmente por pelo menos 12 anos, sem ficha criminal e pagar impostos. A solicitação ainda pode ser negada pelo seu município que o encontra para perguntar: “Você fala alemão, você trabalha, é integrado à comunidade suíça?”

O município também pode perguntar, como aconteceu com Fatma Karademir, 23 anos - que nasceu na Suíça mas que de acordo com a lei é turca assim como seus pais - se ela sabia a letra do hino nacional suíço, se ela pensava em casar com um garoto suíço e para quem ela torceria se a Suíça jogasse contra a Turquia. “Esse tipo de questão estão fora da lei”, diz Mario Fehr. “Mas em alguns vilarejos remotos você tem problemas se vier da ex-Iugoslávia.”

O governo federal em Berna quer tirar o poder de decisão das comunidades lucais, uma delas concedeu o direito de voto as mulheres apenas em 1990. Mas as propostas do governo foram derrotadas duas vezes em referendos populares.

O grande e silencioso problema aqui é como a cidadania é definida. “Quando uma mulher suíça que emigrou para o Canadá tem um filho, essa criança é automaticamente cidadão suíço,” Dr. Schlürt diz. Mas em que sentido um menino nascido no Canadá, que crescerá num ambiente diferente com outra visão de mundo e valores é mais suíço de alguém como Fatma Karademir que nunca viveu em outro lugar a não ser a Suíça?

A verdade é que no âmago da visão do SVP está uma noção visceral de parentesco, procriação e sangue que os liberais gostariam de pensar que vai de encontro às ideias da maior parte do mundo Ocidental. Isso é o que está por trás do medo que o SVP tem até mesmo da facção moderada do Islã.

A questão de raça é mais abrangente que a política na minúscula nação. “Eu estou otimista de que a maré está se movendo na nossa direção, aqui em em outros países Europeus”, disse Dr. Schlüer. “Eu me sinto mais apoiado do que criticado do lado de fora.”

O drama que é interpretado numa linguagem direta e politicamente incorreta na Suíça tem repercussões em toda a Europa e fora dela.

Neutralidade e Nacionalidade

* A Suíça tem quatro líguas oficiais - Alemão, Italiano, Francês e Romanche. A maioria dos residentes fala Alemão como primeira língua.

* A população cresceu de 1,7 milhões em 1815 para 7,5 milhões em 2006.

* A Lei Suíça para nacionalidade demanda que canditatos à naturalização tenham um mínimo de tempo de residência legal no país e sejam fluentes numa das linguagens nacionais.

* Mais de 20% da população e 25% da força de trabalho não é naturalizada.

* No fim de 2006, 5888 pessoas foram internadas em prisões suíças, 31% cidadãos suíços e 69% de estrangeiros ou asilados.

* O número de trabalhadores migrantes trabalhando sem autorização é cerca de 100 mil.

Escravidão na Suécia

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O jornal sueco Dagens Nyheter publicou na edição de domingo passado, uma reportagem de três páginas sobre tráfico de pessoas e escravidão contemprânea aqui na Suécia.

A repórter Annika Hamrud entrevistou duas mulheres que vieram para a Suécia e aqui foram submetidas ao trabalho forçado. Julia, uma boliviana afirmou que outros sul-americanos aqui na Suécia se aproveitam da condição de quem está aqui ilegal e os fazem trabalhar em condições extremamente precárias.

A outra entrevistada, uma africana de Guiné, disse que “apenas suecos inocentes acreditam que a escravidão terminou”. Apesar disso, muita gente acredita que aqui na Europa esse tipo de problema não exista. As investigações são realmente muito difíceis, principalmente porque as vítimas geralmente estão numa situação muito vulnerável e temem procurar ajuda.


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Atenção

Eu moro na Suécia mas não sou agência de turismo, intercâmbio nem trabalho no consulado brasileiro, então não me peça informações sobre morar aqui, aprender a língua, estudar, etc, para essas coisas existe o Google e foi googlando que eu achei 99% das informações que precisava para morar aqui. Na página de links tem vários sites com informações úteis sobre morar na Suécia e Inglaterra.

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