Fazendo o cérebro pegar no tranco

A semana passada foi meio punk, tudo bem, já houve épocas da minha vida em que eu tive muito mais coisas para fazer e consegui dar conta de tudo. Só que desde que chegei aqui na Suécia, fiquei ou de papo pro ar, ou só estudando sueco. Mas agora desde que o mestrado começou a minha vida ficou mais movimentada e nessas primeiras semanas eu precisei me adaptar à nova rotina.

Para começar, no mestrado aqui, diferente de Londres e da faculdade no Brasil, nós fazemos um curso (ou cadeira ou disciplina) de cada vez; então, de 27 de agosto a 4 de novembro o curso que estou fazendo é Global Media, de novembro a fevereiro será Mediatized Intersections. Se por um lado isso é bom, porque dá para se concentrar 100% numa disciplinas, por outro lado os horários ficam bem malucos e não da para assumir muitos compromissos. Além disso, nessa disciplina de Global Media, nós temos professores estrangeiros, que vêm para uma semana, então, se acontece algum problema, se um deles precisa cancelar ou mudar a data da viagem, os horários das aulas também mudam.

Nós temos em média 100 páginas para ler por semana até agora e os temas têm sido super interessantes. Na primeira semana tivemos palestras com Terhi Rantanen, uma professora finlandesa que dá aula na London School of Economics e com Paolo Mancini, que dá aula na Universidade de Perúgia, na Itália. A primeira palestra foi sobre a relação entre mídia e globalização. Terhi Rantanen fez um estudo interessantíssimo, no qual ela traça a mediagrafia de três famílias abrangendo quatro gerações. Mediagrafia é um “mapa” que tem como objetivo identificar como a globalização atingiu as famílias ao longo do tempo e estabelecer relações entre a mídia e processos de internacionalização. A segunda palestra, com Paolo Mancini foi sobre as relações entre mídia e sistemas políticos. Mais para o final da semana, tivemos a oportunidade de reencontrar Terhi Rantanen no seminário, que foi ótimo porque nos seminários a turma se divide em dois grupos e daí temos a possibilidade de discutir melhor sobre os assuntos.

O tema da semana passada foi Globalização e Museus e para começar a semana, tivemos aula com a Anna Rooosval, que é a coordenadora do curso. Nessa aula discutimos como outras culturas são representadas nos chamados museus etnográficos. Confesso que eu nunca tinha pensado em globalização e imperialismo cultural sob esse ponto de vista. A nossa tarefa da semana para o seminário foi visitar um museu e analisar uma das exposições sob o ponto de vista dos textos que tínhamos que ler para a semana. Eu fui com o meu grupo no Etnografiska Museet e nós analisamos a exposição “Trazendo o mundo para casa” sobre relatos de viagens de exploradores suecos em diversas épocas.

Sexta-feira os grupos apresentaram sua impressões sobre os museus. A seminário seria das 10 às 12 só que a discussão foi tão boa que ficamos mais um pouco, e, provavelmente se o pessoal (incluindo eu) não tivesse outros compromisso, teríamos ficado lá a tarde inteira.

Para essa semana o tema é Notícias internacionais e eu tenho muita coisa para ler, melhor começar logo!

2 Respostas para “Fazendo o cérebro pegar no tranco”


  1. 1 laurams Setembro 19, 2007 às 11:33 pm

    uhuuu, eu escrevo no meu blorgui

  2. 2 laurams Setembro 19, 2007 às 11:34 pm

    “em redor do buraco tudo é beira, em redor do buraco tudo é beira, em redor do buraco tudo é beira”

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Atenção

Eu moro na Suécia mas não sou agência de turismo, intercâmbio nem trabalho no consulado brasileiro, então não me peça informações sobre morar aqui, aprender a língua, estudar, etc, para essas coisas existe o Google e foi googlando que eu achei 99% das informações que precisava para morar aqui. Na página de links tem vários sites com informações úteis sobre morar na Suécia e Inglaterra.

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