Voltei depois de 10 dias sem postar. Não que não tenha acontecido nada, o problema é que a preguiça falou mais alto. Eu tenho que me disciplinar mais porque eu até tenho tempo para escrever. Tem várias coisas que eu quero comentar então vou fazer um post meio salada-de-fruta. Tomara que saia uma salada de fruta do Brasil, variada e saborosa e não uma salada de fruta européia, com frutas amadurecidas no navio ou avião, sem gosto nenhum.
Sicko - Semana passada fomos ver o novo filme do Michael Moore que é uma crítica ao sistema de saúde americano, dominado por empresas privadas que veêm o tratamento como “gasto”. Eu gostei muito do filme, com algumas ressalvas. Tem momentos engraçados como a estória do senhor disse que se o plano de saúde não cobrisse o aparelho auditivo de sua filha de quatro anos, ele iria escrever para o Mr. Moore que estava em processo de produção de seu novo filme. No dia seguinte ele recebeu uma ligação da seguradora dizendo que eles iriam pagar pelo aparelho. Entretanto o problema dos filmes do Michael Moore é que eles são completamente preto-e-branco(s?) as coisas são boas ou más, sem nada no meio. E nós sabemos que a vida é cheia de “gray areas”.
O rei atrapalhou meus planos - Sim, acreditem! Eu e a Ju fomos ver a exposição de fotos do Robert Capa (ótima por sinal) na terça-feira dia 09. Chegando lá percebemos que tinha dois carros da polícia e alguns seguranças. Eu, na minha cabeça de quem morou em Londres, já pensei: buemba!! Nós resolvemos sentar nuns banquinhos e observar o desenrolar dos fatos e de repente a Ju fala: - Olha o rei ali. E eu pergunto - Que rei? E ela responde: - O rei da Suécia oras… Então percebi que era o soberano caminhando tranquilamente pela praça, seguido da rainha e de mais uns engravatados. Depois que eles entraram fomos perguntar para o segurança se nós também poderíamos fazer parte da festa, mas ele disse que o museu ficaria fechado por uma hora. Devia ser alguma solenidade relativa à entrega do Prêmio Nobel de Física, que foi revelado naquele dia. A saída foi tomar um café e esperar até que o casal real nos liberasse o museu.
Coisas estranhas - Sexta-feira passada nós fomos assistir à performance “Kindertotenlieder”, da atriz performática francesa Gisèle Vienne. Como o meu namorado tem um gosto muito peculiar, eu geralmente sou arrastada para esse tipo de coisa. Agora to do mundo vai achar que eu sou meio rasa, mas eu não entendi muito o plot do espetáculo, que usava atores e bonecos. Agora, eu achei a atmosfera, criada com neve falsa e gelo seco e música, genial.
Stickkontakt- Olhem só que coisa mais querida o que essas moças fazem. Elas chamam de “tricô-grafite” e consiste em tricotar malhas e cobrir postes, sinais e outras coisas pelas ruas. Super inocente e ao mesmo tempo intrigante. Ontem estavamos andando por Slussen e nos deparamos com alguns dos trabalhos delas.
Senta, levanta, finge de morta - Sexta-feira eu fiz uma prova simulada no curso de sueco. A prova tinha uma parte chamada “Vida na Suécia”. Dentre as questões estavam as pérolas:
O que é um vegetariano
a- uma pessoa que come carne.
b- uma pessoa que come apenas carne
c- uma pessoa que não come carne.
Como todos sabem, o vegetarianismo é uma invenção sueca, raramente encontrada em outros países
Por que as pessoas fazem dieta
a- porque elas querem aumentar de peso
b- por motivos religiosos
c- porque elas querem diminuir seu peso
Todos prestem muita atenção nisso: só se faz dieta na Suécia. Eu tenho certeza de que ninguém nunca ouviu falar em dieta em outra parte do mundo.
Noutra parte da prova eles pediam para organizar as palavras formando perguntas e lembravam: Não esqueça de iniciar a frase com letra maiúscula.
Por essas razões, às vezes eu me pego pensando que os suecos (pelo menos os responsáveis por elaborar o curso) acham que os estrangeiros são um bando de selvagens semi-civilizados que precisam ser adestrados e domados e preparados para a vida nessa sociedade tão moderna e civilizada.
O lembrete quanto à letra maiúscula é colocado para aqueles que não usam o alfabeto latino, notatamente árabes. Intrigada com a necessidade disso, eu fiz uma enquete na minha sala de aula, com os meus colegas que não usam o alfabeto latino. Descobri que todos eles aprenderam inglês, e sabem muito bem que se deve iniciar sentenças com letra maiúscula.
Faculdade - semana passada foi dedicada à América Latina no meu curso de Global Media. Sinceramente, eu me decepcionei um pouco porque estava esperando uma coisa mais focada no jornalismo, como foi com a semana da Rússia. Em vez disso estudamos várias análises antropológicas da cultura popular Latino-americana, incluindo telenovelas e Xuxa. Eu achei interessante como os textos exploraram a questão do racismo escondido no Brasil. Como os negros são retratados na novela e como eles aparecem no programa da Xuxa.


Se tu quiser a foto do rei de costas abrindo a porta para os convidados, posso te mandar p tu postar aqui hahahahah!
No meu curso do SAS G além de “lembrar” q deveríamos iniciar frases com letras maiúsculas eles nos avisavam que em afirmacoes e negacoes sempre, sempre tinham um ponto final. Vai entender!!
xero
Oi, vim pela Ju pra saber a estória do Rei… prazer!! mais uma brasileira pela escandinávia…
beijos!
Goria, vai lá no meu blog que tem uma tarefa pra ti!!!
http://laurams.wordpress.com/