Depois de duas semanas correndo de um lado para o outro pela cidade, hoje deu para ficar o dia inteiro em casa. Não tive aula no curso de sueco nem no mestrado, e como é carnaval no Brasil, também nao fui trabalhar. Nessas duas semanas que passaram eu fui uma das melhores clientes da SL (companhia de transporte urbano de Estocolmo), peguei inúmeros trens e onibus por dia, para ir da universidade 1 para a universidade 2 e da universidade 2 para o trabalho. A universidade 1 e a 2 são a mesma universidade, o que acontece é que a Faculdade de Jornalismo e Comunicação fica no centro da cidade e nao no campus onde é o meu curso de sueco. Super conveniente!
Por falar no curso de sueco, ele vai muito bem. Tirando os professores que acham que estão adestrando cachorros e se esquecem de que estão ensinando seres humanos. Isso é uma coisa que me irrita muito, desde que comecei a estudar sueco, o tempo DESPERDIÇADO em discutir estereótipos (”o sistema penintenciário da Suécia é uma colônia de férias”; sexismo no ambiente de trabalho; quais são as tarefas consideradas masculinas e quais são as tarefas consideradas “femininas”; e por aí vai) porque eles têm que preparar os imigrantes semi-civilizados para viver nessa sociedade democrática-iguálitaria-inclusiva-justa e tudo mais. Não que eu ache que a sociedade sueca não é todas essas coisas ou que esses assuntos não devem ser tratados em aula, mas isso poderia ser feito de uma forma menos “aqui-homem-lava-louça-e-cozinha-e-a-mulher-trabalha-fora”. Eu já estudei inglês e italiano e não me lembro de ter passado horas discutindo sobre se os ingleses vão muito ao pub ou se os italianos falam muito alto. Durante os cursos eu li sobre a história e costumes dos dois países, porque são interessantes e porque é um jeito divertido de aprender a língua. Agora, ficar batendo na mesma tecla do aqui é todo mundo igual e não converse com as pessoas no metro, pelamordedeus, haja saco.
Para aumentar ainda a minha antipatia com professores que acham que nós somos retardados, na aula de expressão oral nós tivemos que apresentar para a turma três pontos importantes do livro que estamos lendo. É óbvio que todo mundo gaguejou, ficou pensando nas palavras, ninguém na turma fala sueco fluente. Só que eu acho que o professor não entendeu isso e saiu com uma palestra sobre como falar em público, com direito a exercícios de respiração e um tal de ficar repetindo aaaa - mmmmm- uuuuuu. E eu lá pensando se falava ou não para ele que eu quero aprender a falar sueco, não aprender a falar em público que nisso até que eu me viro, contanto que seja numa língua que eu domino.
Bom, mas agora chega de reclamação, porque os exercícios de sueco me esperam.


Oi Pauline,
Sim, tu tem mais de 10 leitores!!!
Me diverti bastante com as últimas aventuras da Pauline Paulada, agora sem baratas! Rsss
Sorte no teu mestrado.
Saudadezona
Oi Paola ! A Laura me indicou seu blog e vim aqui dar uma espiadinha.
Dia 8 de marco estamos organizando uma blogagem coletiva pelas mulheres. A ideia eh resgatar o sentido de luta desse dia.
Quando puder de uma espiadinha nesse link abaixo e veja se te interessa participar:
http://universodesconexo.wordpress.com/2008/02/18/pela-valorizacao-da-mulher-brasileira/
Seras muito bem vinda !
beijos
Lys
Pao, amore…Tô nessa!! Ja passei no blog de Lys, Denise e Meiroca p confirmar presença!
xero
Oi, Paola! Tudo bem? Li esses teus dois últimos posts sobre o ensino de sueco e gostei. Tambem moro na Suécia e me reconheci um pouco nessa história que tu contaste. Eu comecei meu curso de graduacão aqui na Suécia depois de dois anos morando aqui, então meu sueco näo era assim super bom. Nas cadeiras todas, a gente tinha que apresentar trabalhos pra classe inteira, formada só por suecos. Pra mim isso era super difícil porque eu nao encontrava as palavras. Falei com meu reitor sobre essa minha dificuldade com o idioma, e ele me mandou pra um curso chamado “Våga Prata”, que é um curso pra quem fica bloqueado e nervoso quando fala em público, o que nem de longe era meu caso.
Abraco pra ti.
Oi Luciane, obrigada pela visita. Sabe, eu as vezes me irrito com essa coisa que eles tem de tratar todo mundo como criança. Agora no curso de sueco da universidade está um pouco melhor, acho que nos tratam como adolescentes, mais ou menos, mas no SFI achava um horror, eu não via a hora de terminar, tanto que pedi para a minha professora para fazer a prova 3 semanas antes da data marcada, mesmo sendo no mesmo dia da prova para entrar no curso de sueco na universidade, apenas para me ver livre do SFI.