Arquivo para Janeiro, 2009

Eu e a burocracia sueca

Acabei de preencher o formulário para prolongar minha permissão de residência na Suécia e uma pergunta me fez refletir:

Descreva as mudanças que aconteceram desde seu último pedido de visto e fale sobre seus planos para o futuro

Minha resposta:
- Mudamos de Örebro para Estocolmo em maio/2007
- Mudamos de Farsta (em Estocolmo) para Hagsätra, outra area de Estocolmo em maio/2008.

Planos para o futuro:
- Pintar o hall
- Viajar para algum lugar na Páscoa
- Viajar para o Brasil em Janeiro de 2010
- Ter um gato

Será que eles queriam que eu respondesse algo do tipo receber o Prêmio Nobel da Paz ou ser primeira-ministra?
Bom, mas pelo menos eu não to planejando explodir nada não é mesmo, menos uma para eles se preocuparem.

Sueco – missão (quase) impossível

Eu já escrevi em outros posts sobre as minhas aventuras tentando aprender sueco, sobre o fato de que eu queria aprender uma língua estrangeira e acabei levando aulas de “moral e cívica” e pseudo-pesquisa no pacote. Semana passada eu terminei o curso de Sueco como Língua Estrangeira (Svenska som främmande språk) na Universidade de Estocolmo, que é um curso de nível ginasial aqui. O curso tem dois níveis, que logicamente são chamados níveis 2 e 3, eu acho que como aqui em sueco as coisas geralmente são classificadas com letras – níveis A, B, C em cursos;prédios A, B, C… na universidade – eles se perdem um pouco na hora de contar com números. O nível 3 é pré-requisito para cursar universidade em sueco e a prova final equivale ao TISUS que é o exame de proficiência em sueco. Teoricamente esse é o último nível de sueco como língua estrangeira. Mas, na prática a teoria é outra, eu não acho que fale sueco com a mesma fluência que eu falava inglês quando fiz o IELTS em 2003. Eu acredito que sei o que é ser fluente em uma língua estrangeira e posso dizer que não sou fluente em sueco. Sim porque eu conheci muito brasileiro que diz falar inglês fluente, quando na verdade fala portuglês, ou suecos que falam swenglish.

Por esses motivos resolvi continuar meus estudos de sueco. O Departamento de Línguas Nórdicas da Universidade oferece mais cursos de sueco em nível universitário e eu resolvi me matricular no curso de Sueco para estudantes com educação não-sueca (Svenska för studenter med utlandsk förutbildning), para meu alívio esse curso não me obriga a aguentar moral e cívica nem pseudo-pesquisa com um professor fascista, conservador e reacionário – isso é assunto para outro post.

Essa foi a primeira semana de aula e até tenho medo de dizer que o curso me causou boa impressão e depois me arrepender, mas eu gostei do que vi e ouvi até agora. O curso é dividido em quatro disciplinas: Gramática descritiva (språkbeskrivning), A língua falada (Det talade språket), Expressão oral (Muntlig framställning) e Expressão escrita (Skriftlig framställning) e os professores com quem tive aula até agora dão aula mais ou menos como se estivessem falando com adultos alfabetizados com pleno uso de suas capacidades mentais.

Eu estou torcendo para que esse curso mude a minha impressão sobre os professores de sueco como língua estrangeira, que até então não é muito boa, eu tive duas professoras ótimas (por um acaso do destino nenhuma delas sueca, uma alemã e uma finlandesa), mas o resto deixou bem a desejar.

Berlim

O último capítulo da nossa tour pelo leste europeu foi Berlim que já foi meio leste meio oeste e agora é oeste. Eu acho. Fomos de trem de Praga e a viagem foi super tranquila fora um café pra lá de inflacionado que tomamos no trem: quase 9 reais (!!!) por um copo de papel com NESCAFÉ!!!!! Lição do dia, sempre pergunte o preço antes de comprar, mesmo que seja na carroça de cachorro-quente.

A nossa estada em Berlim foi um pouco diferente das outras cidades porque ficamos na casa de amigos do Nicklas que moravam no mesmo prédio que ele quando ele estudou em Londres. Quando nos hospedamos com locais – eles, que vou chamar de Advogada e Filósofo moram em Berlim, ela nasceu e cresceu lá e ele é americano de São Francisco – podemos ver os lugares com outros olhos, temos menos oportunidades de nos perder por ruas desconhecidas, mas em contrapartida acabamos conhecendo lugares um pouco fora do circuito turístico. Para falar a verdade nós nos perdemos, um dia pegamos o trem errado e fomos parar la nos subúrbios de Berlim e outro dia perambulamos por vários minutos até encontrarmos a prédio dos nossos anfitriões.

Por estar em companhia de locais, nós não fizemos tantos programas turísticos em Berlim, fomos em dois museus de arte, um deles com uma exposição genial do Paul Klee, monumento às vítimas do Holocausto e Portão de Brandemburgo e óbvio do óbvio: muro de Berlim, ou o que restou dele. Em compensação fomos a alguns bares e restaurantes bem legais e bem baratinhos graças ao vasto conhecimento dos nossos guias.

Berlim é uma cidade enorme, tudo tem dimensões gigantescas e a parte central da cidade é bem moderna, porque como muitos sabem a década de 40 foi um tanto conturbada para a cidade. Além disso tem muito espaço vazio, atravessar uma rua era como ir daqui à Noruega. Tá bom, foi exagero, mas dá para ter uma noção.

O tempo não nos ajudou muito: pegamos apenas algumas horinhas de sol, fora isso sempre nublado e um frio congelante, o que não é lá muito conveniente quando se passa quase o dia todo do lado de fora caminhando. Nós tivemos uma tentativa frustradíssima de ir ao museu judaico e sinagoga no sábado – dã!

Outra coisa que contribuiu para que o ritmo de atividades em Berlim não fosse tão intenso foi que já estávamos um pouco cansados. Saimos de Estocolmo sábado 27/12 e chegamos em Berlim quarta-feira dia 07/01 depois de dez dias de longas caminhadas e várias atrações turísticas. Mas, se faltou intensidade turística sobraram conversas ultra-profundas e filosóficas (nosso anfitrião está terminando seu doutorado em filosofia) sobre vários assuntos desde o papel da batata na dieta norte-européia até nazismo passando pelo modelo alemão de vaso sanitário.

Praga

Depois de seis dias maravilhosos e frios em Budapeste, partimos para Praga no sábado dia 02 de janeiro. Essa era para ser a pior parte da viagem porque passaríamos a noite no ônibus (8 horas de viagem, saindo as 11 de Budapeste e chegando as 7 da manhã em Praga), a passagem foi baratíssima algo como 50-60 reais. Mas quando o ônibus estacionou na rodoviária, tivemos uma surpresa bem agradável: os bancos eram relativamente confortáveis e tinha bastante espaço entre eles. E o que é ainda melhor: o ônibus estava metade cheio, ou metade vazio, como queiram e nos pegamos um banco inteiro para cada um.

Chegamos em Praga as 7 da manhã tendo vencido a pior parte da viagem. Fomos para o hotel, largamos as malas e fomos explorar. Ao contrário do hotel meio sinistro em Budapeste, esse em Praga era bem ajeitadinho e as moças e o rapaz da recepção bem simpáticos e tinha uma estação de metro a 5 minutos – 3 paradas para a estação central. Como já expliquei o Nicklas é o homem da tour guiada então em Praga foi a primeira coisa que fomos procurar, bom segunda, primeiro procuramos um lugar para almoçar. Depois de matarmos que estava nos matando – a fome – achamos a tour, já compramos logo duas, Grand Tour of Prague que fizemos no mesmo dia e uma excursão para Kutná hora, uma cidade a 70km de Praga onde fica o ponto alto de toda a viagem para o Nicklas.

Praga é uma cidade muito bonita, isso não há como negar. A maioria das atrações ficam no centro – cidade antiga e cidade nova que não é lá tao nova. A cidade antiga lembra muito a parte antiga de Estocolmo. E preciso confessar que depois de todo o esplendor que é Budapeste fica difícil achar qualquer coisa muito impressionante. Assim como a Hungria, a República Tcheca também fazia parte do Império Austro-Húngaro e até a sua independência em 1816 (quando se tornou a antiga Tchecoslováquia) a língua oficial era alemão. O império Austro-Húngaro era uma super potência dominada pela família Habsburgo e isso explica em parte a exuberância e riqueza da arquitetura.

O nosso tour saiu da praça central em Praga, atravessamos a famosa Ponte de Carlos (Charles Bridge) e fomos para o castelo, que hoje é o palácio do governo, porque como o nome já diz, o país é uma república. O castelo na verdade é um complexo com casas, prédios administrativos e igrejas. Entre as igrejas está a Catedral de São Vito que começou a ser construída no século 14 e só foi ser terminada no início do século 20. O castelo fica numa colina de onde se tem uma vista muito bonita da cidade, a tour pelo complexo de prédios durou mais de uma hora e quando acabou eu achei ótimo poder voltar para o quentinho do onibus. Do castelo voltamos na cidade e a tour terminou no antigo gueto judeu, na verdade hoje há uma sinagoga e o cemitério judeu lá, mas não existem muitos judeus morando porque essa é hoje uma das zonas mais nobres de Praga.

Kutná hora

No dia seguinte, domingo fomos para Kutná hora que fica a 70km de Praga, a cidade de 25 mil habitantes já foi a segunda maior da República Tcheca por causa da antiga casa da moeda que ficava lá. Mas a razão da nossa visita foi a Igreja de Ossos. Não, não foi minha idéia visitá-la. Como se pode perceber pelo nome, a igreja é decorada com ossos humanos formando esculturas. Mas por que um artista escolheria esse tipo de material para expressar sua criatividade? Bom segundo a história os fundadores da Igreja visitaram Israel e trouxeram com eles um pouco de “terra sagrada” e espalharam pelo cemitério que fica ao lado da igreja. Sabendo disso, todos os habitantes da cidade queriam ser enterrados no cemitério, o que gerou uma superpopulação. Os padres então decidiram que para que todos tivessem acesso à terra sagrada (vai ver é um atalho para o céu), os restos seriam desenterrados para dar lugar a novos “inquilinos”. E o que fazer com todos os ossos? Esculturas para decorar a parede da igreja, oras. E assim surgiu esse ponto turístico que atrai milhares de visitantes anualmente.
Meu conselho: caso você não ache interessantíssimo ver esculturas de caveiras dentro de uma Igreja, passe.

Museus

O primeiro museu que nós visitamos foi um museu de tortura que pelo que eu entendi nao é um museu mas uma exposição itinerante que eu achei meio falcatrua, sem falar que os textos estavam num inglês péssimo quase ininteligível o que me irritou. E para completar era cara, mais ou menos uns 7 euros (160 coroas tchecas).

Nós também visitamos o museu do Franz Kafka, o habitante mais ilustre de Praga que, por ironia, não gostava de sua cidade. O museu parece uma instalação enorme sobre a vida e obra do autor, tem um acervo bem grande de fotos, documentos, cartas e objetos, tudo com tradução para inglês e alemão. Eu achei que valeu muito à pena.

O último museu que visitamos foi o Museu Alphonse Mucha, dedicado ao artista. Mucha foi um dos grandes nomes do estilo Art Nouveau. Muitas das obras dele tem temas bem nacionalistas e um de seus trabalhos mais famosos é uma série de 20 pinturas épicas sobre os povos eslavos.

Além dos museus também fomos numa exposição do artista gráfico tcheco Bohumil Konecny, ou Bimba. Ele ilustrou várias revistas de aventurasl, revistas ilustradas e também fez alguns trabalhos comerciais. A exposição estava na Casa Municipal, um dos prédios mais bonitos de Praga.

Budapeste

Agora que já fiz minhas provas, já lavei a roupa acumulada da viagem, já conversei com a minha orientadora que diga-se de pasagem é ótima, competentíssima e meu deu muitas ideias legais, posso sentar para escrever como foi a viagem, começando por Budapeste, que foi nossa primeira parada.

A idéia de visitar Budapeste foi minha, ela surgiu e se desenvolveu da leitura de dois livros: Budapeste, do Chico Buarque, que nem é tão bom, mas despertou a minha curiosidade e O Historiador da Elisabeth Kostova.

A chegada na cidade foi um pouco desapontadora, nós tínhamos comprado uma passagem de ônibus do aeroporto para o centro da cidade, junto com a passagem de avião. Chegamos no aeroporto, cadê o ônibus? Tinha uma empresa lá mas eles disseram que a nossa pasagem não era com eles, perguntamos a umas seis pessoas incluindo um representante da companhia aérea, no balcão de informações turísticas e no balcão de iformações do aeroporto e ninguém sabia de nada, nos mandaram de um lado para outro, nos mandaram olhar os sinais no aeroporto. Daí para eu não me irritar mais resolvi dar a idéia de pegar um taxi.

Depois de dar voltas e mais voltas por becos e ruelas chegamos no hotel, bom na verdade era um predio de apartamentos meio velho sem nenhuma cara de hotel. Nessa altura estávamos um tanto apreensivos. Entramos no prédio, subimos as escadas até o terceiro andar porque nao confiamos no elevador dos anos 50 e chegamos no hotel. Para a nossa surpresa o quarto era bem bonzinho, o banheiro limpo e depois descobrimos que tinha uma estação de metrô literalmente na porta do hotel.  O hotel, na verdade parecia um apartamento com vários quartos para hóspedes, o café da manhã era na cozinha, servido por um senhor muito simpático. O inglês dele se resumia ao menu do café da manhã, mas ele era bem legal de qualquer forma. O café da manhã era bem servido, tinha de tudo, incluindo omelete e salsicha, que não podem faltar no café da manhã pra lá da antiga cortina de ferro.

Nós chegamos na cidade à tardinha e apesar do frio resolvemos dar uma caminhada e ir jantar.   Fomos andando até o centro da cidade, uns 15 minutos de caminhada e achamos um restaurante super turístico chamado Karpátia, o restaurante existe há mais de 130 anos e é super bonito por dentro, não é dos mais baratos, mas comparando com os preços da suecia nao era tão caro. Depois caminhamos um pouco pelas ruas centrais e voltamos para o hotel.

No domingo acordamos super cedo para explorar a cidade, Nicklas é o homem da tour com guia, sempre que viajamos a primeira coisa que ele faz é procurar uma tour da cidade. Em Budapeste não foi diferente. Antes de achar a tour, compramos o Budapest Card que é uma boa pedida para quem vai visitar a cidade, várias cidades européias têm esses cartões que dão direito a transporte, entrada em museus e descontos. Comprado o cartão fomos fazer a tour.

Na noite anterior eu já tinha achado a cidade bem grande, maior do que eu imaginava que fosse, mas quando passeamos de onibus é que vi que ela é enorme. Budapeste tem aproximadamente 2,2 millhões de habitantes (Estocolmo tem aproximadamente 1,2 milhões) e tem muito mais cara de cidade grande do que Estocolmo. A cidade na verade são duas Buda e Peste dividídas pelo rio Danúbio, Peste é onde estão os prédios do governo, bancos, teatros e  museus enquanto Buda é uma área mais residencial. É muito interessante que as duas atravessar o rio é como ir para outro munto: em Peste as ruas são largas, os predios grandes e suntuosos, há muitas lojas e restaurantes; já Buda lembra os centros antigos de algumas cidades européias com ruas estreitas de paralelepípedos, casas e prédios mais antigos e uma atmosfera bem mais aconchegante.

Depois de fazermos a tour, nós conseguimos a façanha turística de visitar quatro museus no mesmo dia.  Primeiro fomos no Museu de Arte e no Museu de Arte Contemporânea que ficam na Praça dos Heróis. Eu achei o museu de arte um pouco chato para dizer a verdade (que venham as pedras!) pois eles estavam mostrando uma exposição sobre arte sacra e era um tal de Jesus na cruz, Jesus sendo torturado, santos sendo apedrejados, sem falar nos quadros enormes de reis voltando das guerras. O Museu de arte contemporânea é bem pequeno, acho que são umas seis ou sete salas e eles estavam com uma exposição de um fotógrafo alemão que eu não lembro o nome e não consigo achar o folheto que tinha guardado para depois escrever no blog mas que era muito interessante. Depois fomos no museu etnográfico que eu recomendo eles tinham uma exposição que se chamava “O outro” e era sobre como os povos e grupos são vistos por quem está de fora, as fotos eram muito interessantes pena que não tinha tradução para inglês. Uma das instalações era um túnel com fotos de vários povos e com o nome pelo qual eles se chamam e o nome pelo qual esses povos são chamados pelos seus inimigos, por exemplo os roma (não sei qual é o termo politicamente-correto para ciganos em português) que são chamados pejorativamente de ciganos.  Depois do museu de etnografia ainda conseguimos ir na Casa do Terror, que é um prédio que foi usado com quartel-general primeiro pelos nazistas que ocuparam a Hungria até o final da II Guerra Mundial e depois pelo Partido Comunista.

Casas de Banho

Budapeste é famosa pelos spas e essa era uma das coisas que eu queria fazer lá, nós visitamos o Széchenyi que foi construído no século XIX e é prédio lindíssimo. A piscina de águas termais naturais fica do lado de fora, o fora da piscina estava -3 graus e dentro 38. Gostamos tanto da experiência que resolvemos visitar outro spa, o Szt. Gellért. Nesse as piscinas ficam dentro do prédio, a piscina externa é fechada durante o inverno então não precisamos quase congelar na caminhada da piscina até o vestiário.  Mas o ponto negativo é que as piscinas térmicas (36 e 38 graus) são bem pequenas e como nós fomos dia 1 de janeiro estava super cheio.

Memento Park

A idéia desse parque foi reunir todos os monumentos da era comunista em um parque, que não está realmente pronto. Pelo que entendi, o município de Budapeste decidiu que esses monumentos representam um período importante da história do país e que não devem ser destruídos. O parque fica meio fora da cidade, mais ou menos meia hora de ônibus. No momento apenas os monumentos estão lá e tem um “galpão” onde dá para assistir um filme e ver algumas fotos, mas a idéia é construir um museu.  Eu, que tinha visto essas estátuas apenas em fotos, achei elas impressionantes ao vivo, não tanto pelo tamanho, mas porque muitas delas são bem dramáticas, as pessoas quase nunca são retratadas paradas, sempre em movimento e com expressões faciais bem distintas.

Judaísmo

Grande parte dos judeus que morreram durante o Holocausto eram húngaros e, como é de se esperar, várias atrações turísticas na cidade são dedicadas à memória das vítimas do Holocausto.  Nós fizemos uma tour por uma das sinagogas que fica dentro do antigo gueto judeu e depois visitamos o museu de arte judaica.  Também visitamos o museu do Holocausto que é super completo e conta a história dos judeus na Hungria desde o século 17.

Melhor restaurante

O melhor restaurante de toda a viagem foi sem dúvida o Bagolyvár em Budapeste, o restaurante serve comida típica Húngara (muito schnitzel, pratos com carne de porco e batata) e fica numa casa típica da Transilvânia, região que já pertenceu à Hungria mas hoje pertence à Romênia. Apenas mulheres trabalham no restaurante: chef, cozinheiras, garçonetes. A comida não podia ser mais gostosa e as moças são simpaticíssimas. De entrada comemos  três tipos de queijo quente com nectarinas e uvas, depois comemos schnitzel com salada vienense que consistia em alface, ovos bem picados e um molho e de sobremesa panquecas de nutela e avelã, que estavam ótimas mas infelizmente eu só consegui dar duas garfadas (mas estava considerando fazer como os romanos: regurgitar para liberar o espaço).  O jantar com bebidas saiu em torno de 135 reais para duas pessoas, não sei como estão os preços no Brasil, lembro que nós fomos num bufê de filés e massas em Novo Hamburgo ano passado e pagamos mais ou menos isso. Comparando com os preços aqui da Suécia estava razoável.

Se arrependimento matasse…

Uma noite eu acordei com muita sede e não tinha água mineral. Não querendo dar uma de Charlotte do SATC resolvi tomar uma água da torneira mesmo, que mal poderia fazer… Bom, fez um mal razoável, passei dois dias com dor de estômago e fui impedida de provar  as famosas tortas e bolos  húngaros.



Borta bra – hemma bäst

Isso quer dizer mais ou menos: viajar é bom mas estar em casa é melhor. É mais ou menos como nos sentimos, já estávamos com saudade da nossa casa, nossa cama e de uma cidade onde nós sabemos onde as coisas ficam. A viagem foi ótima, vou escrever mais durante a semana, mas é ótimo voltar para casa, mesmo ela estando meio bagunçadinha.

Amanhã tenho aula e quarta-feira tenho prova de sueco oral além disso preciso entrar em contato com a minha orientadora que teoricamente só começa a trabalhar na faculdade em março.

Budapeste

A cidade e linda e bem maior do que pensei que fosse. Estou num internet cafe onde as paginas demoram 10 minutos para carregar e o teclado nao tem acentos. Daqui a pouco vamos para uma das famosas casas de banho da cidade, ja fomos numa terca feira, onde tomamos banho numa piscina externa com agua naturalmente aquecida. Estava -3 graus fora da piscina e 35 na agua, uma delicia.
Amanha vamos para Praga de onibus, 8 horas de viagem cruzando a Eslovaquia.
Sinceramente essa e uma parte da viagem para qual nao temos muito boas expectativas. No hotel em Praga tem internet, entao espero poder escrever dde la.

Feliz Ano Novo!


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Atenção

Eu moro na Suécia mas não sou agência de turismo, intercâmbio nem trabalho no consulado brasileiro, então não me peça informações sobre morar aqui, aprender a língua, estudar, etc, para essas coisas existe o Google e foi googlando que eu achei 99% das informações que precisava para morar aqui. Na página de links tem vários sites com informações úteis sobre morar na Suécia e Inglaterra.

 

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