Arquivo para Julho, 2009

Gatinhos sem dono

Oskar

Esse é o Oscar, um dos gatinhos que esperam por um dono no abrigo para gatos Solglängtan em Estocolmo. Clique na imagem para ver outros gatinhos, é tanta fofura que me dá vontade de chorar!

Nos comentários desse post eu, a Lola, a Ju e a Marina discutimos sobre gatinhos abandonados em Estocolmo. A Lola perguntou se tem bastante, eu disse que não vejo tantos como via no Brasil (eu adotava uns dois por mes achados na minha rua, para o desespero dos meus pais) mas a Ju e a Marina disseram que tem muitos gatinhos abandonados por aqui.

Bom, hoje saiu uma matéria no jornal dizendo que os abrigos para gatos de Estocolmo estão superlotados. A responsável por  dois abrigos disse que a situação é catastrófica nos abrigos em Estocolmo porque todos os dias alguém liga dizendo que achou um gatinho no lixo. Uma das explicações para o abandono dos felinos é que agora nas férias as pessoas vão viajar e não sabem o que fazer com seus gatos daí decidem jogá-los fora, assim como se eles fossem um rádio que não funciona mais. Um gatinho novo que é abandonado não sobrevive por muito tempo porque não tem o sistema imunológico desenvolvido e também porque pode se tornar presa de outros animais que povoam as florestas em Estocolmo, segundo a matéria.

Nos abrigos um gatinho custa 900 coroas, cerca de 230 reais e já vem vacinado e castrado. Bem que eu podia ajudar a resolver o problema dos abrigos!

Senta que lá vem….

mais números!

Essa é o primeiro post baseado em uma pesquisa sobre alunos estrangeiros nas escolas suecas, assim que der tem mais.

Diversity

Ainda no meu curso de verão sobre integração, tivemos uma aula com uma pesquisadora do departamento de sociologia da Universidade de Estocolmo sobre integração no sistema escolar sueco. Ela nos apresentou um relatório do Skolverket – o órgão sueco responsável pelo ensino básico e médio – concluído no ano de 2004, sobre as diferenças entre alunos suecos e alunos estrangeiros. Eu acho estatísticas muito interessantes porque elas nos dão uma base para entender a big picture, algo que vai além do que vemos e presenciamos.

Então, pra começo de conversa, nesse relatório foram analisados três grupos: alunos suecos – aqueles que nasceram na Suécia de pai ou mãe suec@, alunos nascidos na Suécia de pai E mãe estrangeiros e alunos nascidos no exterior. Os alunos nascidos no exterior ainda são divididos, dependendo do que se observa, entre aqueles que chegaram na Suécia antes ou depois de 1993 que seria o ano em que a turma que termina a 9a séria em 2003 – grupo escolhido como amostra – teria iniciado na escola. O relatório é dividido em duas partes, a primeira faz um mapeamento das condições dos estudantes  apenas com dados quantitativos e a segunda trata das escolas, com uma parte qualitativa com entrevistas com alun@s, professore-as e diretore-as de escolas. O objetivo dessa pesquisa era investigar por que alunos com background estrangeiro tem um rendimento escolar mais baixo do que alunos suecos.

alunos e professoraNa primavera* de 2003 aproximadamente 109 mil alunos concluíram a 9a série, desses 85,5 por cento eram suecos, 5,6 por cento nascidos na Suécia de pais estrangeiros e 8,9 por cento nascidos no exterior.  O relatório chama atenção desde o início para o fato de que o grupo “alunos nascidos no exterior” é extremamente heterogêneo porque eles vem de países diferentes, as suas notas variam bastante assim como suas condições sócio-econômicas.  A maioria, cerca de 40 por cento,  dos alunos nascidos no exterior vem da Ásia; em seguida,  pouco mais de 32 por cento, vem de países europeus (excluindo os 15 membros da união europeia em maio de 2003 e países nórdicos). Mais de 60 por cento dos alunos nascidos no exterior vem dessas duas regiões e em terceiro lugar, como pouco mais de 8 por cento – menos de um terço do primeiro e segundo lugares – estão os alunos vindos da África. A América do Sul fica logo em seguida em quarto lugar com 7,9 por cento dos alunos. Quando esses alunos são divididos por país em vez de regiões os resultados são um pouco diferentes. A maioria deles 12,7 por cento nasceram na ex-Yogoslávia, em seguida vem os nacidos no Iraque que são 11,5 por cento e em terceiro lugar os nascidos na Bósnia-Herzegovina, 11, 3 por cento.  O Brasil está lá no fim da lista, em 260 lugar entre 39 países, 81 estudantes brasileiros terminaram a 9a Série em 2003 na Suécia.

Na pesquisa foram levadas em conta as 16 melhores notas de cada aluno no último ano ensino fundamental para determinar seu desempenho escolar. O valor máximo possível para essa mediada é 320 pontos , a média entre alunos suecos é 203 pontos, entre alunos nascidos na Suécia de pais estrangeiros  198 pontos e entre alunos nascidos no exterior a 183 pontos. Aqui é importante notar que  o desvio padrão entre os alunos nascidos no exterior é o mais alto dos três grupos, sendo que todos os grupos tem um desvio padrão relativamente  alto o que significa que há bastante diferença entre os que tem os melhores e piores resultados e que essa média não é muito representativa das notas de cada estudante.  Quando o grupo de alunos nascidos no exterior é dividido entre aqueles que vieram para a Suécia antes e depois de 1993, a diferença é ainda maior. A média entre os que vieram antes de 1993 é de 195 pontos enquanto a média entre aqueles que vieram depois de 1993 é de 169 pontos. Mas as meninas estrangeiras, mesmo aquelas que mudaram para a Suécia depois de 1993 tem em média resultados melhores do que meninos suecos.

A pesquisa investigou vários fatores externos que podem ter alguma relação com o rendimento escolar d@s alun@s, como por exemplo o nível de escolaridade dos pais, se eles trabalham ou não e até mesmo quantos livros eles-as tem em casa. Uma das conclusões é que há uma relação entre o rendimento e escolaridade dos pais, essa relação é mais forte entre alunos suecos do que entre aqueles com background estrangeiro. A explicação dada é que o fato de os pais estarem empregados também pode ter realação com o desempenho escolar  já que o nível de desemprego é maior entre os pais de alunos estrangeiros do que suecos.

Ambiente escolar

A maioria d@s alun@s na amostra estuda em escolas com baixa p0rcentagem de alunos estrangeiros (30 por cento ou menos) e @s child-homeworkestudantes que frequentam escolas com alta porcentagem de alunos estrangeiros tem rendimento escolar mais baixo do que aqueles que frequentam escolas com uma porcentagem mais baixa. Essas escolas também tem maior número de professores não qualificados ou que ensinam disciplinas para as quais não têm qualificação específica.

Na segunda parte do estudo duas escolas são analisadas, a “Escola Azul” e a “Escola Amarela”. Nessas escolas o número de alunos nascidos no exterior com pontos suficientes para entrar no ensino médio e mais baixo se comparado com os alunos suecos (nascidos na Suécia de pai OU mãe suec@). O objetivo das entrevistas era saber como essas diferenças são vivenciadas nas escolas.  Vários professores entrevistados disseram que eles não veêm muita diferença de resultados entre alunos suecos e alunos com bakground estrangeiro enquanto grupos, eles disseram ver cada estudante como um indivíduo e evitar usar termos como backrground estrangeiro. Um comentário muito comum na pesquisa é

Eu não penso dessa maneira; eles não são suecos ou estrangeiros, eles são todos alunos, eu vejo cada um dos meus alunos como um indivíduo.

Em vez de usar o fato de o aluno ser ou não imigrante, os professores apontam outras explicações para a diferença nos resultados. O fator mais citado nas entrevistas foi o apoio que o aluno recebe em casa que por sua vez, segundo os entrevistados, é relacionado a fatores sócio-econômicos, independente de o aluno ser ou não imigrante.

No próximo post

- Segregação social se reflete na escola

- Importância do domínio da língua

- O que fazer com todos esses números

Fonte: Skolverket. Elever med utländsk bakgrund. Relatório apresentado ao governo sueco em 1/10/2004.


* Aqui na Suécia e eu acho que toda a Europa, não se usam os termos primeiro e segundo semestre mas sim primavera e outono. O ano letivo inicia no final de agosto como o semestre do outono, que termina na segunda semana de janeiro, quando o semestre da primavera inicia e vai até a segunda semana de junho.

Amigos e memórias

Há umman walks into a roomas semanas eu terminei de ler Man Walks into a Room (ainda sem tradução para português) da escritora americana Nicole Krauss* que também escreveu A História do Amor. Man Walks into a Room foi o primeiro romance escrito pela então poeta mas só foi publicado agora provavelmente porque a editora resolveu capitalizar depois do sucesso de A História do Amor. O livro conta a história de Samson Greene um professor de Literatura Inglesa em Nova Iorque que é encontrado vagando pelo deserto de Nevada sem ter a mínima idéia de quem é. Depois de ser socorrido, Samson é levado para um hospital onde descobre ter perdido a memória de sua vida a partir dos 12 anos, ele tem 36. Ele volta para seu apartamento em Nova Iorque na companhia da esposa com quem viveu os últimos 10 anos sem saber quem ela é. Colegas da universidade, alun@s, amig@s e a esposa se tornam estranhos de uma hora para outra.  Samson se vê no meio do grande problema que encontrar sentido num vácuo de 24 anos e achar uma ligação entre a criança que ele lembra ter sido e o adulto que ele é hoje.

Uma das críticas que eu li sobre Man Walks into a Room fala que o livro discute a questão de que nós nãoa historia do amor somos muito mais do que um acumulado de nossas memórias. Anna, mulher de Samson, reluta em aceitar um homem com quem ela não divide mais o passado, que não lembra nem dela nem do primeiro encontro, do casamento ou da lua-de-mel passada no Brasil. E Samson reluta em encontrar pessoas que o conheciam antes do acidente talvez porque ele ache que sem suas memórias não é mais a mesma pessoa que os amigos e colegas conheceram.

Mudar de cidade, estado, país também é perder um pouco de memória. Mudar de país duas vezes já adulta me obrigou a estabelecer novas relações com pessoas que não me conheceram quando eu tinha oito anos e colecionava borrachas cheirosas, quando eu tinha 12 anos e queria ser uma pianista famosa e montei com meu vizinho uma biblioteca no porão da minha casa ou quando eu tinha 20 anos, tomava chimarrão na sacada do apartamento da 24 Horas em Santa Maria, comia morte-lenta (cachorro-quente de 1 real) na saída das festas e meus sonhos não iam além, geograficamente falando, de um emprego em Porto Alegre. Eu ainda encontro amig@s desse tempo, mas bem esporadicamente, quando vou ao Brasil ou quando alguém vem para a Europa, mas não é a mesma coisa do que estar a um telefonema de distância.

Claro que é bom encontrar gente legal e fazer novos amigos em qualquer fase da vida, se bem que vai ficando mais difícil com o tempo porque ficamos mais exigentes e porque trabalho, família e outras coisas da vida adulta vão tomando o tempo tão necessário para que as amizades sejam cultivadas. Mas também é bom ter gente com quem dividimos memórias, pessoas que sabem por onde passamos para chegarmos no que somos hoje, porque qualquer memória morre aos poucos se não é dividida.

* Informação sem muita utilidade mas não de todo desinteressante: Nicole é casada com Jonathan Safran Foer autor de Extremamente Alto e Incrivelmente Perto e Tudo se Ilumina.

Números, números, números…

(Senta que o post é longo)

Semana passada tive uma palestra muito interessante num dos meus cursos de verão com uma moça da Agência Nacional de Estatísticas (SCB – Statistiska Centralbyrån, mais ou menos um IBGE sueco) sobre os imigrantes e o mercado de trabalho na Suécia. Eu acho que já devo ter dito em algum outro post que os suecos são obcecados por e experts em estatísticas. A Agência Nacional de Estatístiscas sueca é reconhecida internacionalmente e dá consultoria para vários outros países em pesquisa estatística, demografia, etc. Para quem tem um interesse mais “numérico” pela Suécia, o site da SCB tá cheio de informações e a maioria dos relatórios pode ser encontrada em inglês também. Dá até para ver quantas pessoas tem o mesmo nome, no meu caso tem 765 Paolas na Suécia.

Bom mas voltando à palestra, para começar algumas informações gerais sobre imigração. Por exemplo, até 1930 havia mais emigração do que imigração, ou seja mais gente saía do que entrava na Suécia. Na década de 30 muitos imigrantes, principalmente do sul da Europa, vieram para a Suécia como trabalhadores convidados. Mas mesmo assim o número de imigrantes nunca chegou a 20 mil por ano de 1930 a 1940. Depois disso há dois picos de imigração, nas décadas de 70 e 90, quando chegaram até 80 mil pessoas num só ano.  Por conta do golpe militar no Chile, e revolução no Iran muitos chilenos e iranianos vieram para a Suécia na década de 70. Da mesma forma, na década de 90 os conflitos na ex-Yugoslávia  e a guerra Iran-Iraque obrigaram muita gente a deixar esses países e a Suécia foi um dos destinos.  Ano passado mais de 100 mil imigrantes chegaram na Suécia o que representa o maior número até o momento, entre as causas para o aumento na imigração estão a guerra no Iraque e a entrada de novos países na União Européia em 2005 e 2007.

Atualmente 14% da população da Suécia, cerca de 1,3 milhões de pessoas, não é nascida aqui e a estimativa é de que em 2058 18% da população da Suécia não terá nascido no país, ou seja quase 1 em cada 5 habitantes. Desses 55% são europeus e 45% não europeus, mas estima-se que em 2060 essa relação vá se inverter e 55% dos habitantes que não são nascidos na Suécia serão não-europeus. Comparando com o Brasil, seria como se mais ou menos 33 milhões de pessoas fossem nascidas fora do país, mais  do que três vezes a população do Rio Grande do Sul. Segundo os prognósticos da SCB, se não houvesse imigração a população da Suécia diminuíria ao longo do tempo.

Um outro dado importante é que enquanto o número de pessoas na faixa dos 0-19 e 20-64 anos vai crescer pouco nos próximos 50 anos- de 2,1 para 2,3 milhões e de 5,4 para 5,7 milhões respectivamente – o número de pessoas com mais de 65 anos aumentar significativamente, de 1,6 para 2,7 milhões.  Esse aumento no número de pessoas com mais de 65 anos vai ter efeitos no sistema de saúde e previdência social, porque à medida que envelhecemos precisamos de mais cuidados médicos e também quanto mais gente aposentada, mais gente precisa estar ativa no mercado de trabalho para pagar essas aposentadorias.  Uma previsão bem pessimista é de que geração que está agora na faixa dos 30 anos vá precisar trabalhar até os 70 antes de poder se aposentar.

Definições

O objetivo da política de integração do governo sueco é que todos tenham os mesmos direitos, deveres e oportunidades independente de seu background cultural ou étnico. O governo anterior (social democrata) criou em 1998 o Departamento de Integração (Integrationsverket) que foi fechado pelo governo atual (coligação de partidos centro-direita) em 2007. Com o fechamento desse órgão muitas de suas funções foram transferidas para outros órgãos do governo inclusive a SCB que hoje é responsável por elaborar estatísticas sobre a integração de imigrantes na sociedade em geral e no mercado de trabalho em particular. Um dos problemas que a SCB teve no início foi o mar de definições usadas para caracterizar estrangeiros e imgrantes: imigrante, imigrado, nascido no esterior, background imigrante, estrangeiro, background estrangeiro, entre outras. O primeiro passo para poder navegar nesse mar foi criar definições claras de quem é quem e para isso foram criadas divisões entre nascidos na Suécia e fora, cidadania sueca ou estrangeira e backround sueco ou estrangeiro. Os nascidos no exterior são divididos pelo tempo que estão na Suécia: 0-4 anos e 5 anos ou mais. Os nascidos na Suécia são divididos entre os que tem ambos os pais nascidos no exterior, pai OU mãe nascido no exterior e ambos os pais nascidos na Suécia. De acordo com a cidadania a população é dividida entre cidadãos suecos – nascidos na Suécia ou nascidos no exterior – e cidadãos estrangeiros que também podem ter nascido na Suécia ou no exterior. De acordo com dados de 2008, três quartos da população sueca é composta por pessoas nascidas na Suécia de pais suecos e um quarto da população se divide entre as outras categorias, nascidos no exterior, na Suécia de pais estrangeir@s e nascidos na Suécia de pai OU mãe estrangeir@. Além dessas divisões a população também é dividida por sexo e por região de procedência (Eu sei, parece que as pessoas são carne, ovo ou brócolis, mas não consegui pensar em outra expressão).

Imigração e integração

Uma das coisas que nós ficamos sabendo na palestra é que a idade média em que as pessoas costumam emigrar é em torno dos 30 anos com outro pico no número de criancas menores de 5 anos, porque muitas vezes os imigrantes trazem filhos pequenos. A grande maioria, quase 80%, dos imigrantes vindos de países nórdicos (Finlândia, Noruega, Dinamarca e Islândia) vive na Suécia há mais de 20 anos. Já os Africanos tem o maior número de novos imigrantes (0-4 anos na Suécia) entre os grupos pesquisados. A maioria (quase 80%) dos imigrantes da América do Sul está aqui na Suécia há mais de 10 anos. Das pessoas que fixaram residência na Suécia de 2000 a 2007 a maioria – quase 150 mil – vem da Ásia. Entre as principais razões desse grupo para mudar de país estão pedido de asilo político e laços familiares. Nós sul-americanos estamos entre o menor grupo de imigrantes no mesmo intervalo de tempo, junto com a América do Norte e Oceania,  com menos de 25 mil imigrantes para cada grupo.

Quando o assunto é emprego, a SCB considera economicamente ativas todas as pessoas que exerceram algum tipo de trabalho por pelo menos uma hora por semana e também pessoas que não estão trabalhando mas que tem um emprego (lincença saúde, maternidade, paternidade). Entre os homens nascidos na Suécia, cerca de 85% são economicamente ativos em comparação com cerca de 80% das mulheres. Os números são um pouco mais baixos entre @s nascid@s fora da Suécia: cerca de 70% dos homens e 60% das mulheres são economicamenteo ativ@s. Eu arriscaria a dizer que os nascidos fora da Suécia são maioria entre as pessoas exercendo formas mais precárias de emprego como contratos temporários e por hora. A maioria  dos desempregados na Suécia tem entre 20 e 29 anos e são mulheres nascidas fora da Suécia. Mulheres entre 20 e 29 anos também são maioria nos empregos temporários.

Analisando as pessoas ativas no mercado de trabalho de acordo com a região de nascimento o maior número de empregados é entre os imigrantes vindos dos países nórdicos e o menor entre os imigrantes africanos, mas também vale lembrar que entre os imigrantes africanos muitos são novos imigrantes (estão há menos de 4 nos na Suécia) o que pode explicar o alto índice de desemprego. Quando nível de educação e emprego são comparados, entre os nascidos na Suécia quanto mais alto o nível de edução, maior a quantidade de pessoas empregadas; o que não acontece entre alguns grupos de imigrantes, por exemplo sul americanos, entre os quais o número de empregados entre os que tem educação de nível médio é mais alto do que entre aqueles que possuem nível superior independente do sexo.

As mulheres africanas são absoluta maioria nos setores de serviço, assistência e vendas: quase 60 mil contra cerca de 30 mil suecas trabalhando nesses setores. Já em profissiões que demandam “competências teóricas específicas” as imigrantes da América do Norte e Oceania são maioria, 30 mil contra 20 mil suecas. Entre os homens, europeus de países que não fazem parte da UE são maioria em trabalhos de operação de máquinas, mais de 30 mil trabalham no setor, contra 15 mil suecos. Em empregos que necessitam de “competências teóricas específicas homens nascidos em países da UE são maioria, mais de 20 mil contra cerca de 15 suecos. Nessas tabelas apenas os grupos mais representativos foram computados, nascidos na Suécia, Àfricanas e Norte Americanas-Oceania para mulheres e nascidos na suécia, nascidos nos 27 países da UE e nascidos no resto da Europa para homens. Entre aqueles com nível universitários, 74% das mulheres e 66%  dos homens nascidos na Suécia trabalha em profissiões que exigen nível universitário, seguidos pelos imigrantes dos países nórdicos, 73% e 66% respectivamente. @s sul-american@s ficam na terceira pior colocação, na frente de asiátic@s e a e african@s, independente do sexo. 52% das mulheres e 46% dos homens sul-american@s com diploma universitário trabalham em empregos que exijam esse tipo de qualificação. Asiátic@s lideram entre empresári@s entre homens e mulheres, independente do sexo.  A maioria dos empresários independente da nacionalidade oferece serviços privados (aí entram contabilistas, tradutores, pintores, etc ).,

Independente de sexo ou nacionalidade, o nível de desemprego é maior entre os nascidos no exterior do que entre nascidos na Suécia, entretanto segundo a análise da SCB, outros fatores precisam ser levados em consideração como tempo na Suécia, idade e motivo para morar na Suécia.  Por exemplo 20% ou 1 em cada 5 imigrantes está aqui na Suécia há menos de 4 anos e para esse grupo a língua pode fazer uma grande diferença na hora de conseguir emprego. Além disso, nos últimos anos muitos dos imigrantes são refugiados, que precisam ter seu pedido de asilo deferido para poder trabalhar.


Porto Alegre Click for Porto Alegre, Brazil Forecast Estocolmo Click for Stockholm, Sweden Forecast

Atenção

Eu moro na Suécia mas não sou agência de turismo, intercâmbio nem trabalho no consulado brasileiro, então não me peça informações sobre morar aqui, aprender a língua, estudar, etc, para essas coisas existe o Google e foi googlando que eu achei 99% das informações que precisava para morar aqui. Na página de links tem vários sites com informações úteis sobre morar na Suécia e Inglaterra.

 

Julho 2009
S T Q Q S S D
« Jun   Ago »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Blog Stats

  • 55,525 hits