Disclaimer: Hoje eu vesti minha camiseta de CHATA, então provavelmente depois de ler esse post você vai achar que eu sou uma pessoa bem chata. Read at your own discretion!
Eu não entando muito toda essa hype das mídias socias. Bom, até entendo de um ponto de vista comercial. Se trabalhasse na área de comunicação de alguma empresa, partido político, ONG provavelmente acharia Tweeter, Facebook, Orkut e similares opções bem baratas e eficazes para se comunicar com os públicos dessas organizações.
O problema é que no nível pessoal as vezes fica parecendo que eu to recebendo a newsletter da vida dos meus amigos e conhecidos e isso é meio chato. Fica aquela sensação de que eu sou apenas mais uma na multidão de pessoas que precisam ficar sabendo que fulano foi para Madagascar ou que ciclana comprou uma bolsa nova. Tipo assim, eu recebo a newsletter da Naomi Klein, porque existem bem poucas possibilidades de que ela vá me ligar para conversar sobre o último discurso do Obama. Agora, dos meus amigos eu apreciaria uma forma de comunicação mais pessoal.
Eu não sou uma daquelas pessoas nostálgicas que achava que no tempo das cartinhas éramos muito mais civilizados. Não mesmo, eu acho muito legal poder falar todos os dias com meus pais, que moram do outro lado do Oceano Atlântico. Com cartinhas nossa comunicação ficaria bem mais difícil. Também gosto da possibilidade de trocar mensagens com meus amigos no Orkut e no Facebook e de conhecer pessoas legais através do blog. Mas reparem numa coisa, em todas essas atividades que eu acabei de listar existe interação entre as partes. Eu converso com meus pais, troco mensagens com meus amigos pelo facebook e geralmente respondo os comentários do blog e comento em outros. Agora ficar jogando mensagens ao vácuo, contando não sei pra quem o que eu fiz ou deixei de fazer não é para mim. A ironia disso é que essas ferramentas foram idealizadas exatamente para que as pessoas se comuniquem mais, só que muitas vezes acabamos nos comunicando menos.
Eu acho que eu fui contagiada pela paranóia que os ingleses tem por privacidade (eu mostrei o hitta.se, um site onde se pode descobrir o telefone, endereço ou nome de praticamente qualquer pessoa aqui na Suécia, e esse não é o único site aqui onde dá para fazer isso, para alguns amigos em Londres e ele ficaram genuinamente chocados com a possibilidade de ter seu endereço e telefone divulgados assim tão facilmente) e não quero ser seguida. Eu imagino a angústia que seria se eu tivesse um Twitter. Eu acho que teria aí por três seguidores, o que para mim já é um exército. Não, eu definitivamente não gosto de me sentir seguida. Talvez eu empregasse um ghost twitterer pra despistar meus seguidores. Quando eu fosse viajar para o Brasil, mandaria @ ghost twitterer escrever que eu estou a caminho da China.


É, sites como este o sesam.no chocam as pessoas de fora da escandinávia.
http://www.youtube.com/watch?v=PN2HAroA12w&feature=related e pessoas que usam o twitter assim me constrangem ;D
Eu penso exatamante o mesmo!
Sou bem activa em Livejournal, mas nao guardo na “friendlist” a gente que nao respondem. Sou interesado em comunicacao, nao “newsletters!”
Patricia Em Texas
hahahahaha, adorei o post porque penso exatamente o mesmo.Esse negócio de twitter me dá aflição, já que prezo muito pela minha privacidade.O que estou fazendo agora ou depois de 10 min só interessa a minha pessoa.
muito bacana seu blog, bjo
Mas, Paola, o problema não é com a ferramenta, mas como se usa. Eu quase nunca escrevo coisas pessoais no meu Twitter, adoro usar como fonte de informações e acabo recebendo dados que jamais teria – e ainda por cima com rapidez – de imprensa corporativa.
Eu tenho mais de mil seguidores e sigo mais um monte de gente MUITO legal. Mesmo sendo comunicação rapidinha, fiz amizades muito interessantes, ampliei o meu universo de blogs, acho que o Twitter pode ser genial.
Beijocas!!!
É Denise, eu concordo que para esse fim o Twitter pode ser legal, até pensei em usar por causa disso, mas depois desisti porque eu sou meio paranóica com essa coisa de as pessoas estarem me seguindo, mesmo que sejam 2 ou 3. O que eu critico é o Twitter e Facebook como forma de comunicação pessoal. Sinceramente eu prefiro trocar uns emails de vez em quando com meus amig@s que moram longe do que receber umas dez atualizações no facebook por dia.
Aqui famoso é o tal “Orkut”.
Na verdade, a única coisa legal são os fóruns, no entanto, apesar de alguns terem vida inteligente, outros nem dão para o cheiro.
E quanto ao Twitter, dá para deixá-lo privado ou mesmo acessar os “twitts” (recados superficiais estilo SMS) sem cadastrar conta.