Arquivo para a categoria 'Assuntos aleatórios'

Eu lembro que quando eu era adolescente, há bem poucos anos, eu vi o filme Vida de Solteiro (Singles) sobre um grupo de jovens em Seattle. Naquela época, anos 90, o grunge era mais ou menos o que emo é hoje. Isto é, como mais foco na música e menos foco no visual. Bandas como Pearl Jam (que eu amo até hoje) Soundgarden e Nirvana estavam no auge e todo mundo, meninas e meninos, andava com umas camisas xadrezes extra grandes.

Eu estava pensando no filme, porque lembro que a personagem da Bridget Fonda, Janet Livermore disse uma coisa que eu nunca esqueci. Ela estava completando 25 anos e falou mais ou menos o seguinte: “Quando eu tinha 12 anos eu pensava que aos 25 ia estar casada com 2 filhos e nós andariamos em discos voadores”. Claro que a vida tomou rumos bem diferentes do que ela imaginava.

Ontem eu tive um momento Janet Livermore e fiquei refletindo sobre como eu imaginava que seria a minha vida quando eu atingisse a avançada idade de 29 anos. Em primeiro lugar eu achei que seria solteira por muito tempo, eu contava com morar sozinha até os 35, 36 anos. Confesso que isso foi um pouco influência do SATC. E, no entanto, aqui estou eu, 5 anos e meio de namoro e quase 2 de casamento sem papéis.

Eu achava que depois da faculdade eu fosse morar em Porto Alegre, mesmo quando eu morava em Londres, nos primeiros meses, eu fazia planos para voltar para Porto Alegre. Eu nunca pensei em morar para sempre fora do Brasil, lembro que uma vez eu e a Camila, minha amiga, estávamos filosofando sobre a vida e eu perguntei para ela se ela moraria para sempre em Londres. Ela disse que se tivesse um emprego legal (não de garçonete que era nosso emprego na época), ela ficaria uns cinco anos. Eu concordei, achava que cinco anos era um tempo legal para ter experiência e voltar para o Brasil. Eu morei em Londres cinco anos, mas não voltei para o Brasil.

Mas teve uma coisa que aconteceu como eu imaginava: eu nunca pensei que fosse ter filhos antes dos 30 anos. E sei que isso é impossível porque saio da casa dos 20 mês que vem.

6 coisas que amo

A Ermã me passou uma tarefa de escrever sobre 6 coisas que amo e ainda afirmou que eu a obedeço porque ela é maior, coitada…

Aqui vão as coisas

Ler Eu adoro começar um livro novo, passar uma tarde lendo, ler no ônibus, no trem. Gosto de livros de ficção e não-ficção e até mesmo alguns meio trash.

Estudar Além de aprender e descobrir eu gosto do ambiente da universidade e espero permanecer nele por um bom tempo.

Viajar Conhecer novos lugares, pisar num país ou cidade pela primeira vez, usar dinheiro diferente, escutar uma lingua diferente, comer coisas diferentes.

Cuidar da minha casa Gosto de encontrar coisas diferentes, em lojas de segunda-mão, liquidações, combinar coisas e receber amigos.

Passar tempo com as pessoas que gosto Eu passo boa parte do meu tempo com pessoas com as quais eu não escolho estar, então, meu no meu tempo livre gosto de passar tempo com pessoas que são especiais para mim.

Cozinhar é o mais perto de gostar de química que eu consigo chegar. Misturar coisas, ver massa se transformar em bolo, pão crescer, coisas mudarem de cor e sabor é muito divertido, principalmente quando estou cercada de gente legal.

Bom meu povo, eu não tenho poder de influenciar seis habitantes dessa blogosfera, mas eu posso subornar a Ju com sorvete de limão.

As regras são as seguintes

As regras que os convidados devem seguir sao simples:

1. indicar os links de quem os convidou
2. escrever o regulamento no proprio blog
3. citar os 6 objetos do jogo
4. envolver outras seis pessoas
5. comunicar aos proximos 6 sortudos a nomination

Cadê?

Aqui na Suécia as coisas funcionam, em geral, de maneira organizada. Eu ouço buzinas pouquíssimas vezes. A lavanderia do prédio funciona bem, todo mundo marca sua hora, lava sua roupa e deixa o local livre e limpo para o próximo.

Eu disse no geral, porque no particular as coisas de vez em quando complicam. Eu estava reunindo meus documentos escolares para me inscrever para um curso. Eis que percebo que falta 1 página na tradução de uns dos meus históricos escolares. Daí eu pensei cá com meus botões, quando a mesma coisa aconteceu em Londres, eu fui na secretaria da faculdade e pedi para tirar uma cópia, pois eles tinham todos os meus documentos que foram enviados quando eu me candidatei para o mestrado. Eles ainda carimbaram as cópias e deram uma declaração dizendo que eles tinham os originais e que aquela era uma cópia legítima. Mais ou menos como uma autenticação.

Seguindo o mesmo raciocínio, mandei um email perguntando se eu podia tirar uma cópia dos meus documentos para a coordenadora do meu curso, que sugeriu que eu falasse com a secretaria, o que eu imediatamente fiz. Hoje a secretária do curso me escreve dizendo que falou com a ex-coordenadora do curso que por sua vez disse que se eu tenho pressa talvez seja melhor conseguir o documento de outra forma.

Agora a pergunta é, o que eles fizeram com meus documentos? Porque se era por uma questão de espaço, eles poderiam ter me devolvido depois de terem constatado que eu preenchia os requisitos para o curso.

Será que é mal das faculdades de comunicação? Porque os outros departamentos com quais eu tenho contato na Universidade de Estocolmo parecem ser bem organizados e em Londres eu estudei no departamento de Sociologia.

Agora eu estou pensando em quais serão as consequências de enviar meus documentos com uma página da tradução de um histórico faltando….

Bem feito para mim, se tivesse cuidado melhor dos meus papéis…

Na sala-de-aula com Paola

Uma das coisas que as pessoas mais digitam antes de vir parar nesse blog é:

Como se comportar na sala-de-aula

Então eu resolvi dar uma ajuda àqueles que têm dúvidas sobre como se comportar nos bancos escolares.

Lá vai, leia com ateção.

- Seja pontual e se chegar atrasado não entre na sala como um carro alegórico da Mangueira, seja discreto.

- Desligue o celular ou pelo menos deixe no silencioso.

- Quando o professor fala, os alunos ESCUTAM (ou pelo menos calam a boca). Se você não gosta do professor ou acha o assunto chato, saia da aula, vá tomar um café mas NÃO comece a conversar com os colegas nas proximidades. Caso não possa ou não queira sair da sala leia um livro, leia a Caras ou faça qualquer atividade silenciosa. Outras pessoas podem estar aproveitando a aula.

Esse é o básico do básico, achei que mais gente soubesse disso, mas pelo jeito não sabem.

Fim-de-semana trilegal


O fim-de-semana começou na sexta-feira depois da minha aula de sueco oral. Saí correndo e fui encontrar minha amiga K que mora em Örebro e veio para Estocolmo para uma entrevista de emprego superhipermegablaster legal. Depois fiquei sabendo que a entrevista ótima, mas minha amiga é meio que a wild-card da agência de recrutamento, porque eles estão procurando por um designer gráfico e ela era set designer no Canadá, entretanto eles acharam o currículo dela interessantíssimo. Eu estou com os dedos cruzados por ela, que é uma amiga muito querida, e se conseguir o emprego ela vai passar a semana aqui em Estocolmo (o marido não quer mudar para a capital, porque ele gosta da vida tranquila do interior) o que significa que vou poder vê-la mais vezes.Depois do encontro, enquando K. corria para a entrevista, eu corri para a casa para preparar umas comidinhas porque era dia de colocar a fofoca em dia com as tipas. Passamos uma tarde dando risada e babando em cima do nosso mascote, Kristoffer, o bendito fruto entre as mulheres. Realmente eu não sei como ele aguenta um monte de mulher apertando, pegando e passando o pobre de colo em colo. Mas enquanto ninguém mais no grupo se animar a ter bebês, ele continuará sendo o centro das atenções.

No sábado nós fomos num jazz brunch num lugar muito legal. O Mösebacke é um lugar no alto de um morro com uma das vistas mais bonitas de Estocolmo, no verão tem mesas na rua e o pessoal fica lá bebendo e admirando a vista. No sábado, devido ao tempo péssimo, horrível, tenebroso, não deu para admirar vista nenhuma, mas a comida e a música estavam ótimas.

Sábado à noite eu fui ver nada mais nada menos que Smashing Pumpkins!!! Eles eram uma das minhas bandas preferidas logo que eu mudei para Londres e os descobri. Eu adoro as letras, as musicas, os clips e depois que eles se separaram perdi a esperança de vê-los ao vivo, mas daí, eles resolveram se reunir e vir tocar em Estocolmo, para minha alegria. A acústica do show não estava lá essas coisas, parecia que eles estavam tocando láááá looooonge. Segundo me disseram, esses estádios de hóquei onde vários shows acontecem são meio chatinhos para resolver os problemas de acústica. Eu não sei não, porque o show do Muse foi no mesmo lugar e tava bem melhor. Mas mesmo com a acústica marromeno, eles não cantando duas das minhas músicas preferidas (Disarm e Thirty-three) e fazendo uma versão acústica muito meia boca de 1979 valeu muito a pena ter ido.

Adestramento de pessoas: AQUI

Depois de duas semanas correndo de um lado para o outro pela cidade, hoje deu para ficar o dia inteiro em casa. Não tive aula no curso de sueco nem no mestrado, e como é carnaval no Brasil, também nao fui trabalhar.  Nessas duas semanas que passaram eu fui uma das melhores clientes da SL (companhia de transporte urbano de Estocolmo), peguei inúmeros trens e onibus por dia, para ir da universidade 1 para a universidade 2 e da universidade 2 para o trabalho. A universidade 1 e a 2 são a mesma universidade, o que acontece é que a Faculdade de Jornalismo e Comunicação fica no centro da cidade e nao no campus onde é o meu curso de sueco. Super conveniente!

Por falar no curso de sueco, ele vai muito bem. Tirando os professores que acham que estão adestrando cachorros e se esquecem de que estão ensinando seres humanos. Isso é uma coisa que me irrita muito, desde que comecei a estudar sueco, o tempo DESPERDIÇADO  em discutir estereótipos (”o sistema penintenciário da Suécia é uma colônia de férias”; sexismo no ambiente de trabalho; quais são as tarefas consideradas masculinas e quais são as tarefas consideradas “femininas”; e por aí vai) porque eles têm que preparar os imigrantes semi-civilizados para viver nessa sociedade democrática-iguálitaria-inclusiva-justa e tudo mais. Não que eu ache que a sociedade sueca não é todas essas coisas ou que esses assuntos não devem ser tratados em aula, mas isso poderia ser feito de uma forma menos “aqui-homem-lava-louça-e-cozinha-e-a-mulher-trabalha-fora”. Eu já estudei inglês e italiano e não me lembro de ter passado horas discutindo sobre se os ingleses vão muito ao pub ou se os italianos falam muito alto. Durante os cursos eu li sobre a história e costumes dos dois países, porque são interessantes e porque é um jeito divertido de aprender a língua. Agora, ficar batendo na mesma tecla do aqui é todo mundo igual e não converse com as pessoas no metro, pelamordedeus, haja saco.

Para aumentar ainda a minha antipatia com professores que acham que nós somos retardados, na aula de expressão oral nós tivemos que apresentar para a turma três pontos importantes do livro que estamos lendo. É óbvio que todo mundo gaguejou, ficou pensando nas palavras, ninguém na turma fala sueco fluente. Só que eu acho que o professor não entendeu isso e saiu com uma palestra sobre como falar em público, com direito a exercícios de respiração e um tal de ficar repetindo aaaa - mmmmm- uuuuuu. E eu lá pensando se falava ou não para ele que eu quero aprender a falar sueco, não aprender a falar em público que nisso até que eu me viro, contanto que seja numa língua que eu domino.

Bom, mas agora chega de reclamação, porque os exercícios de sueco me esperam.

2008

Esse ano não estou com muito saco para festividades. Queria apenas ir dormir segunda-feira à noite e acordar terça-feira. Sem pensar que hoje é 2007 e amanhã será 2008. Em primeiro lugar porque os meus professores completamente sem noção nos deixaram um ensaio para escrever durante as férias, preciso entregá-lo dia 14 de janeiro. Além de ser um período extremamente inconveniente para afazeres acadêmicos ainda tem o fato de que o conteúdo não me interessa muito com o agravante de que eles nos dão pouquíssima liberdade para explorar temas que nos interessem. Temos que seguir as questões, usar a literatura trabalhada em aula, enfim, um saco. Parece segundo-grau.

Em segundo lugar vem o fato de que eu costumo celebrar a entrada do ano com a família e amigos e esse ano não vai ser possível. A família está do outro lado da lagoa e os amigos espalhados por vários cantos do mundo.

Mudando de assunto, semana passada dia 26, eu a Ju e a Nicole pegamos os respectivos e fomos para Riga, capital da Letônia. Fomos de cruzeiro que é baratissimo (em torno de 70 reais por pessoa) e passamos algumas horas do dia 27 lá. Chegamos as 11 e saímos as 6 da tarde. Não deu para ver muito da cidade em apenas 7 horas, fizemos uma visita guiada, fomos num mercado que antigamente era um hangar de zepelins e almoçamos num restaurante que reproduz o cardápio, atmosfera e roupas da idade média.

Em comparação com Tallinn, a outra capital dos países bálticos que visitei, Riga parece bem maior, com ruas largas e prédios altos. Na verdade à primeira vista é bem parecida com Estocolmo. Eu gostaria de passar 1 ou 2 dias na cidade, poder visitar museus e andar um pouco. O tempo também não ajudou muito, estava -3 graus e nublado. Além disso, Riga não é tão barata quanto Tallinn.

No cruzeiro, que definitivamente não é o ponto alto da viagem, nós tivemos uma amostra da moda local: muitas estampas de animal, peles, cabelos vermelhos e muita, mas muita, maquiagem. Eu sei que isso é muito feio, mas demos boas risadas às custas dos outros passageiros do cruzeiro.

Mudando de assunto novamente, eu nem comentei que terminei o SFI (Svenska för invändrare ou Sueco para Imigrantes ou Swedish for Idiots, como eu costumo chamar). Fiz a prova dia 20 de novembro e recebi o resultado formal dia 16 de dezembro, pois minha profe já tinha me dito que era certo que eu tinha passado na prova. Fiquei um pouco chateada porque eu poderia ter feito a prova em outubro, como minha professora tinha sugerido e depois não sei por que não me deixaram fazer. Perdi quase um mês e precisei me submeter a uma maratona de duas provas no mesmo dia. Mas, espero que a partir de agora as aulas sejam melhores e eu não precise estudar sobre o que come um vegetariano ou por que as pessoas fazem dietas. Também espero que agora meu estudo de sueco engrene porque eu estava ficando muito irritada com o anda e pára (um pouco por minha culpa, preciso admitir): comecei a estudar em março, em Örebro, daí estudei de março até o final de abril quando nos mudamos para Estocolmo e precisei esperar 1 mes para começar de novo. Estudei o mes de junho e julho foram férias. No final de agosto fiz a prova para terminar o nível C do SFI, comecei o nível D dia 10 de S=setembro, fiz a prova para terminar o nível dia 20 de novembro e agora preciso esperar até janeiro para começar no próximo curso. E eu ODEIO esperar!

Buenas, mas depois de todas as reclamações, desejo um ótimo 2008 para todos os meus 10 ou 11 leitores.

Barata não tem, mas se tiver traças tô ferrada…

Se é que eu possuo leitores assíduos, estes devem ter notado que eu deixei o blog meio às traças. Eu estava seguindo os ensinamentos do meu sábio pai que sempre disse que a internet é a pior inimiga dos estudos. Demorou quase 30 anos, mas agora está caindo a ficha que muitas (maioria das) vezes nossos pais têm razão! Na verdade como eu sou um pouco antiga, a internet só foi afetar meus estudos lá pelo meio da faculdade, mas minhas irmãs sentiram o efeito beeem mais cedo.

Nesse tempo em que estive ausente do blog eu li muiiito: tenho em média 150 páginas por semana para o mestrado, mais minhas tentativas de ler em sueco, mais os livros que eu pego na biblioteca (os últimos que li foram Labirinto - chaato e Two Caravans - engraçadíssimo), mais os livros que comprei nas últimas semanas (Ending Slavery - incrível e o último livro da Naomi Klein que chegou segunda-feira, The Shock Doctrine - ainda não comecei). Além disso, no dia 20 me submeti a uma maratona de provas de sueco, duas no mesmo dia, ao chegar em casa não sabia mais nem meu nome.Para completar recebi duas visitas, M. que foi minha colega de faculdade em Santa Maria passou 2 dias aqui. Passeamos, conversamos, rimos e fofoqueamos sobre vários assuntos. Na semana seguinte K. que foi minha colega de sueco em Örebro estava em Estocolmo com o marido então almoçamos juntas para botar a fofoca em dia.

O resultado é que agora o blog ficou cheio de posts sobre amenidades porque a minha capacidade cerebral se esvai em ler, preparar seminários, tentar aprender essa língua louca em que não se usa vírgula  se usa, mas beeeeem pouco(pasmem!) e pensar sobre o que eu vou escrever nos trabalhos. Essa semana por exemplo eu li muito sobre pornografia, siiimm! Nunca na minha vida eu imaginei que houvesse um tão vasto corpo de estudos sobre o tema. Mas, como aqui na Suécia a igualdade entre os sexos e uma coisa muito importante - tanto que todas as disciplinas precisam incluir uma perspectiva de gênero - eu preciso ler muito sobre feminismo, estudos femininos e gênero. Não que eu não ache esses estudos importantes, muito pelo contrário, mas eu acho que as representações de gênero na mídia representam uma dentre milhares de outros tópicos. E se eu quisesse me aprofundar nesse assunto, faria um curso específico.

*******

Quem observa os termômetros no lado direito percebeu que a temperatura aqui ta rodeando a casa dos 0°, de acordo com o calendário do hemisfério norte (eu e Nicklas discutimos muito a respeito disso) o inverno começa dia 1°. Só que a neve ja chegou, nevou bastante há duas semanas e hoje esta nevando novamente. Eu gosto quando fica tudo branquinho e a luz da lua e dos postes reflete na neve o que faz com que as noites fiquem super claras, de uma certa forma. No inverno não chove tanto, apesar de ser frio, é seco o que é beem melhor.

Meu encontro com os nazis

Bom, não foi bem assim um encontro no sentido interativo da palavra. Eu os vi, observei, não fiz contato e saí de perto. Sábado de manhão fomos no supermercado no centro do bairro onde moramos e ao chegar na feira (mais ou menos como uma feira do Brasil, um pouco menos na verdade, com frutas, verduras, flores etc) e tinha uns meninos com duas bandeiras distribuindo panfletos. Ao chegar mais perto percebi que a publicação que eles distribuíam chamava-se Patriot uma publicação do grupo Nationellt Motstånd (Resistência Nacional). Na minha pequena cabeça, palavras como patriota, nacionalismo, nacional, em qualquer língua muitas vezes são eufemismos para racismo, intolerância e conservadorismo. Essa organização em particular, defende os valores tradicionais suecos, ordem, hierarquia e disciplina e acham que os imigrantes que não se adaptam têm que pegar as malas e dar o fora. Gostaria muito de saber como eles medem a adaptação, será que têm alguma tabela, 100% adaptado, 60% adaptado, etc?

Não preciso nem dizer que eu fiquei observando o grupo, eu tenho muito interesse em saber o que essas pessoas pensam, como elas justificam suas idéias e como elas argumentam seu ponto de vista. Quando eles argumentam, claro, porque muitas vezes eles se fazem valer da violência. O interessante é que o grupo era formado apenas por homens, uns 10 mais ou menos. Eles estavam ali na deles sem perturbar ninguém. Acho que se eles decidissem perturbar estariam em desvantagem, porque percebi que aqui no meu bairro moram muitos estrangeiros. Ninguém tava fazendo muito caso deles. Eu vi um deles oferecer o panfleto para algumas pessoas que não pegaram.

Apesar de ser totalmente contra o ponto de vista deles, eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão. Me preocuparia muito mais se um monte de gente estivesse pegando os panfletos e conversando com os ativistas. Ninguém estava. Proibir que algo seja dito não faz com que a idéia, o pensamento desapareça da cabeça das pessoas. Agora, educação faz com que as pessoas tenham discernimento suficiente para identificar o que é retrógrado e intolerante.

Página 161, 5a frase

A ermã me veio com esse joguinho bloguístico que lhe foi passado por uma amiga. Eu tenho que abrir o livro mais próximo de mim na página 161 e postar a 5a frase completa da página.

O livro é Representation - Cultural Representations and Signifying Practices do Stuart Hall, não precisei andar muito, tava aqui do lado do computador. A 5a frase completa da página 161 é:

“What this new human science (anthropology), but also the older sciences of cultures (ethnography and ethnology), sought to study was the way of life, primarily but not exclusively, of non-European peoples and nations”

Agora preciso abordar 5 blogueiros para que eles façam o mesmo.

Próxima Página »


Porto Alegre Click for Porto Alegre, Brazil Forecast Estocolmo Click for Stockholm, Sweden Forecast

Atenção

Eu moro na Suécia mas não sou agência de turismo, intercâmbio nem trabalho no consulado brasileiro, então não me peça informações sobre morar aqui, aprender a língua, estudar, etc, para essas coisas existe o Google e foi googlando que eu achei 99% das informações que precisava para morar aqui. Na página de links tem vários sites com informações úteis sobre morar na Suécia e Inglaterra.

Páginas

 

Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Blog Stats

  • 18,909 hits