Arquivo para a categoria 'Minha vida sem baratas'

REM em Estocolmo

R.E.M. - Accelerate TourR.E.M. - Accelerate TourR.E.M. - Accelerate TourR.E.M. - Accelerate Tour

Hoje eu estou completamente afônica, minha voz sumiu.  É que ontem eu cantei TODAS as músicas no show do R.E.M que estava muito legal e eu ainda tive a sorte (na verdade foi graças à Ju que foi rápida, viu um espaço e me puxou) de ficar quase, mas quase no palco. Entre mim e a banda estavam apenas os seguranças.

Curiosamente, quando Loosing My Religion começou a fazer sucesso eu devia ter uns 14, 15 anos e não gostava muito da banda. Eu descobri mesmo R.E.M na faculdade que foi quando eu passei a prestar mais atenção nas letras.

R.E.M. - Accelerate TourR.E.M. - Accelerate TourR.E.M. - Accelerate TourR.E.M. - Accelerate Tour

Eu já tinha visto eles no Hyde Park, mas para falar a verdade o penúltimo CD deles não foi dos melhores e naquela turnê o Michael Stipe estava cantando com aquela faixa azul pintada nos olhos e preciso confessar que isso me incomodava um pouco. Além do que, o Hyde parque é enorme então eu via apenas uns pontinhos se mexendo no palco. A “ação” do show eu vi pelo telão o que é quase como ver na TV.

Mas ontem foi diferente, eu vi e ouvi tudo, nos mínimos detalhes. Eles cantaram músicas do CD novo, Accelerate, que é muito bom e várias músicas antigas como Orange Crush, Drive, Man on the moon, Ignoreland e óbvio Loosing my Religion. Faltou eles terem tocado Nightswimming que é minha favorita absoluta. Michael (todos percebem que eu sou super íntima dele, estamos assim em first name terms) fez piadas, falou sobre sua adolescência e sua professora metade sueca e (óbvio) criticou o governo dos Estados Unidos, que parece que é uma tendência entre artistas que querem reafirmar sua coolness, principalmente quando tocam na Europa.

Bom, mas agora estou eu aqui sem voz e esperando qual vai ser o próximo show. Será que eu vou realizar meu sonho de ver o Pearl Jam…

OBS.:Quem tirou as fotos foi a Ju porque eu estava muito ocupada cantando todas as músicas. Ela não tinha nenhuma lente especial, nós estavamos perto do palco MESMO.

Vestindo meu chapéu de burra


Eu já tinha comentado aqui, e aqui sobre como são os cursos de sueco e que muitas vezes me sinto como uma semi-retardada a julgar pela maneira como os professores de sueco tratam os alunos. Mas quando fui fazer a matrícula para esse semestre do curso de sueco (último, por sinal) me senti como uma retardada completa. Explico: nós alunos fomos divididos em quatro turmas levando em conta o resultado da prova de redação, uma turma de inteligentes, uma de meio-inteligentes, uma de meio-burros e uma de burros, que foi a que eu fiquei.

Quanto ao resultado da prova eu não dou a mínima porque faz tempo que parei de acreditar que provas e testes são capazes de medir conhecimento, aliás, não acredito que conhecimento possa ser medido. Segundo, porque quem me conhece sabe que eu não estudo para provas, o mais perto que cheguei de estudar, fazer exercícios, etc foi para o vestibular no século passado. Eu também não tenho nenhum problema em receber críticas (desde que feitas com educação) porque eu acho que sempre posso melhorar, ainda mais no aprendizado de uma língua. Meu objetivo não é escutar elogios dos professores nem provar para eles que eu sou super esperta e sei um monte de coisas, mas sim aprender a língua de tal forma que ela se torne um instrumento eficaz de comunicação. Eu quero poder ler de tudo, escrever satisfatoriamente bem e poder ter conversas que variam desde o preço do salmão a política, literatura e economia. Entretanto, o que realmente me irritou foram duas coisas: a) o fato de eles fazerem questão de informar o porquê de sermos colocados na turma, logo aqui na Suécia onde todos são considerados muito iguais, ninguém é incentivado a ficar contando vantagens ou a se achar superior que os outros e b) durante todo o semestre passado o que meu professor disse me levou a crer que eu não estava tão mal em redação, óbvio que as minhas redações voltavam com correções e ele me disse que eu precisava melhorar alguma coisa ou outra, mas nunca me disse que eu tinha sérios problemas e que precisava praticar muito o uso da lingua escrita, muito pelo contrário, num dos trabalhos ele escreveu algo assim: “nota-se que você tem o hábito de escrever, apenas corrija os erros ortográficos e seu trabalho está pronto” e nas provas eu sempre ia de mais ou menos a bem. Na prova final eu acertei 15 de 20 questões de múltipla escolha e a minha redação não teve muitos erros mesmo.

Daí, depois de um semestre achando que eu até que tava me saindo bem nessa aventura de aprender sueco, eu chego na universidade e percebo que estava bem errada. Como eu já tinha percebido que os métodos de ensino de sueco como língua estrangeira estacionaram nos anos 60, mais ou menos, não fiquei tão surpresa com essa atitude. Agora só me resta agüentar meu último semestre na “quarta-série”.

Alguns pontos altos da minha primeira semana de aula:

- A professora de redação quer que para cada texto lido, nós façamos um caderno com palavras novas, conjugação, como são usadas, tradução, etc. Até aí tudo bem, só que ela quer ver o caderno! Será que eu vou ganhar uma estrelinha??
- A mesma professora disse que um dos objetivos do curso é nos ensinar a ler e interpretar gráficos e tabelas, porque muita gente fica nervosa (sic.) ao vê-los. Agora eu entendi porque sinto uma palpitação todas as manhãs enquanto leio o jornal, que bom que aprenderei a superar isso. Imaginem só a reação da minha colega que é formada em administração e fez mestrado em marketing ao ouvir isso.
- Parte do índice do livro de “estudos sociais”: a missão dos meios de comunicação de massa, o que faz de um fato uma notícia, quais os interesses que movem os meios de comunicação de massa, ética-significa alguma coisa para os jornalistas? e, finalmente: A mídia influencia todos nós - e nós influenciamos a mídia. Nossa, ainda bem que eles lançar uma luz nessas questões, porque depois de uma faculdade de jornalismo, outra de relações públicas, um mestrado em sociologia e quase um mestrado em mídia e comunicação eu NUNCA, mas nunca tinha pensado sobre isso.

Haja saco, esse semestre promete!

Europride em Estocolmo

Obs.: Depois volto para contar como foi

Assim com fiz ano passado, esse ano fui ver a parada gay em Estocolmo. Esse ano a cidade sediou o Europride, que reuniu grupos de luga pelos direitos GLBT de toda a Europa. Aqui em Estocolmo mais de 45 mil pessoas desfilaram e mais de 450 mil assistiram, o que fez dessa a maior parada gay da história. Com um detalhe, embaixo de uma chuva muito chata.

O que mais me impressiona é o publico completamente variado: jovens, velhos, famílias com crianças, turistas, tem de tudo. Cá para nós, se eu tivesse filhos preferiria leva-los na parada gay a leva-los no Carnaval. A minha única preocupação é o que acontece DEPOIS da festa, se o apoio e a visibilidade se traduzem em respeito e melhores condições no trabalho, educação e na sociedade em geral.

Profissão: Designer

Bom retorno

Nós nem bem chegamos e no sábado já fomos no Moderna Museet para ver a exposição Eclipse - art in a dark age, interessantíssima com vários trabalhos super intrigantes. O que mais me chamou atenção foi essa tela do belga Michaël Borremans. Será que alguém adivinha o que essas pessoas estão fazendo?

Cadê?

Aqui na Suécia as coisas funcionam, em geral, de maneira organizada. Eu ouço buzinas pouquíssimas vezes. A lavanderia do prédio funciona bem, todo mundo marca sua hora, lava sua roupa e deixa o local livre e limpo para o próximo.

Eu disse no geral, porque no particular as coisas de vez em quando complicam. Eu estava reunindo meus documentos escolares para me inscrever para um curso. Eis que percebo que falta 1 página na tradução de uns dos meus históricos escolares. Daí eu pensei cá com meus botões, quando a mesma coisa aconteceu em Londres, eu fui na secretaria da faculdade e pedi para tirar uma cópia, pois eles tinham todos os meus documentos que foram enviados quando eu me candidatei para o mestrado. Eles ainda carimbaram as cópias e deram uma declaração dizendo que eles tinham os originais e que aquela era uma cópia legítima. Mais ou menos como uma autenticação.

Seguindo o mesmo raciocínio, mandei um email perguntando se eu podia tirar uma cópia dos meus documentos para a coordenadora do meu curso, que sugeriu que eu falasse com a secretaria, o que eu imediatamente fiz. Hoje a secretária do curso me escreve dizendo que falou com a ex-coordenadora do curso que por sua vez disse que se eu tenho pressa talvez seja melhor conseguir o documento de outra forma.

Agora a pergunta é, o que eles fizeram com meus documentos? Porque se era por uma questão de espaço, eles poderiam ter me devolvido depois de terem constatado que eu preenchia os requisitos para o curso.

Será que é mal das faculdades de comunicação? Porque os outros departamentos com quais eu tenho contato na Universidade de Estocolmo parecem ser bem organizados e em Londres eu estudei no departamento de Sociologia.

Agora eu estou pensando em quais serão as consequências de enviar meus documentos com uma página da tradução de um histórico faltando….

Bem feito para mim, se tivesse cuidado melhor dos meus papéis…

Era uma casa muito engraçada, nao tinha teto não tinha nada…

Ninguém podia entrar nela não, porque na casa não tinha chão

Ninguém podia dormir na rede porque na casa não tinha parede

Ninguém podia fazer pipi, porque pinico não tinha ali

Mas era feita como muito esmero na rua dos bobos número zero.

Antes que eu complete aniversário de um mês de não-postagem resolvi dar sinal de vida. Nesse quase um mês até que aconteceu bastante coisa. A mais importante foi que compramos um apartamento e eu estou adorando a possibilidade de morar na mesma casa por um bom tempo, sem ter que se preocupar em renovar contrato de aluguel, não poder furar parede, etc. Sem falar que aluguel é um dinheiro jogado pela janela. Então mudamos no primeiro fim-de-semana de maio, quase a mesma data em que mudamos para esse apartamento onde moramos agora, ano passado. Essa será minha terceira mudanca em pouco mais de um ano, então dá para entender a minha felicidade em ter um endereço permanentemente fixo.

O mercado imobiliário aqui de Estocolmo é algo completamente surreal para quem esta acostumado a chegar na imobiliária e dizer quanto quer pagar, onde quer morar, pegar umas chaves, olhar uns apes e depois escolher. Acho que para um sueco essa situação seria mais complicada do que física quântica. O que acontece é que tem muita gente querendo morar aqui (principalmente em algumas áreas) e poucos apartamentos disponíveis. Além disso, aqui os prédios são geralmente apenas de apartamentos de aluguel ou apenas de apartamentos próprios. Quem é responsável por construir os apartamentos de aluguel é a administração municipal enquanto os apartamentos próprios são construídos pelas associações de moradores. Para evitar a especulação imobiliária o governo controla os preços dos aluguéis e não permite que se compre para alugar, o que eu até acho certo porque ter uma casa para morar é um direito e não deveria estar sujeito às leis do mercado.

Por tudo isso, simplesmente não há apartamentos para alugar em Estocolmo. Para alugar um apartamento é preciso entrar numa fila, cada dia de espera na fila equivale a 1 ponto e se pode escolher apartamentos de acordo com a pontuação. É óbvio que em áreas mais cobiçadas são necessários milhares de pontos e em consequência milhares de dias esperando. Mas… quem pensa que é só brasileiro que dá jeitinho tá redondamente enganado porque aqui existe o jeitinho sueco e as pessoas usam vários subterfúgios para ter um teto sobre suas cabeças, um deles é pagar uma (muita) grana para poder alugar um apartamento. Para ter uma idéia, reza a lenda que o casal que mora no térreo do nosso prédio pagou 300 mil coroas (mais ou menos 80 mil reais) pelo seu CONTRATO de aluguel.

O desespero é tanto que quem tem um apartamento alugado não quer perde-lo por nada. Então se as pessoas vão viajar, passar um tempo fora, etc, elas geralmente sublocam o apartamento. E olha que mesmo conseguir um apartemento de segunda-mão não é fácil. Esse apartamento onde moramos foi alugado de segunda mão e teve até processo de seleção.

Mudando de saco para mala, outra coisa legal é que o meu trabalho foi aceito para o congresso da IAMCR (International Association of Media and Communication Research) que acontecerá em julho na Universidade de Estocolmo. Eu também estou escrevendo para o site do congresso, estou adorando poder participar e acho que vou fazer muitos contatos. Aliás, se algum dos digníssimos leitores está vindo para o congresso, entre em contato.

Fim-de-semana trilegal


O fim-de-semana começou na sexta-feira depois da minha aula de sueco oral. Saí correndo e fui encontrar minha amiga K que mora em Örebro e veio para Estocolmo para uma entrevista de emprego superhipermegablaster legal. Depois fiquei sabendo que a entrevista ótima, mas minha amiga é meio que a wild-card da agência de recrutamento, porque eles estão procurando por um designer gráfico e ela era set designer no Canadá, entretanto eles acharam o currículo dela interessantíssimo. Eu estou com os dedos cruzados por ela, que é uma amiga muito querida, e se conseguir o emprego ela vai passar a semana aqui em Estocolmo (o marido não quer mudar para a capital, porque ele gosta da vida tranquila do interior) o que significa que vou poder vê-la mais vezes.Depois do encontro, enquando K. corria para a entrevista, eu corri para a casa para preparar umas comidinhas porque era dia de colocar a fofoca em dia com as tipas. Passamos uma tarde dando risada e babando em cima do nosso mascote, Kristoffer, o bendito fruto entre as mulheres. Realmente eu não sei como ele aguenta um monte de mulher apertando, pegando e passando o pobre de colo em colo. Mas enquanto ninguém mais no grupo se animar a ter bebês, ele continuará sendo o centro das atenções.

No sábado nós fomos num jazz brunch num lugar muito legal. O Mösebacke é um lugar no alto de um morro com uma das vistas mais bonitas de Estocolmo, no verão tem mesas na rua e o pessoal fica lá bebendo e admirando a vista. No sábado, devido ao tempo péssimo, horrível, tenebroso, não deu para admirar vista nenhuma, mas a comida e a música estavam ótimas.

Sábado à noite eu fui ver nada mais nada menos que Smashing Pumpkins!!! Eles eram uma das minhas bandas preferidas logo que eu mudei para Londres e os descobri. Eu adoro as letras, as musicas, os clips e depois que eles se separaram perdi a esperança de vê-los ao vivo, mas daí, eles resolveram se reunir e vir tocar em Estocolmo, para minha alegria. A acústica do show não estava lá essas coisas, parecia que eles estavam tocando láááá looooonge. Segundo me disseram, esses estádios de hóquei onde vários shows acontecem são meio chatinhos para resolver os problemas de acústica. Eu não sei não, porque o show do Muse foi no mesmo lugar e tava bem melhor. Mas mesmo com a acústica marromeno, eles não cantando duas das minhas músicas preferidas (Disarm e Thirty-three) e fazendo uma versão acústica muito meia boca de 1979 valeu muito a pena ter ido.

Adestramento de pessoas: AQUI

Depois de duas semanas correndo de um lado para o outro pela cidade, hoje deu para ficar o dia inteiro em casa. Não tive aula no curso de sueco nem no mestrado, e como é carnaval no Brasil, também nao fui trabalhar.  Nessas duas semanas que passaram eu fui uma das melhores clientes da SL (companhia de transporte urbano de Estocolmo), peguei inúmeros trens e onibus por dia, para ir da universidade 1 para a universidade 2 e da universidade 2 para o trabalho. A universidade 1 e a 2 são a mesma universidade, o que acontece é que a Faculdade de Jornalismo e Comunicação fica no centro da cidade e nao no campus onde é o meu curso de sueco. Super conveniente!

Por falar no curso de sueco, ele vai muito bem. Tirando os professores que acham que estão adestrando cachorros e se esquecem de que estão ensinando seres humanos. Isso é uma coisa que me irrita muito, desde que comecei a estudar sueco, o tempo DESPERDIÇADO  em discutir estereótipos (”o sistema penintenciário da Suécia é uma colônia de férias”; sexismo no ambiente de trabalho; quais são as tarefas consideradas masculinas e quais são as tarefas consideradas “femininas”; e por aí vai) porque eles têm que preparar os imigrantes semi-civilizados para viver nessa sociedade democrática-iguálitaria-inclusiva-justa e tudo mais. Não que eu ache que a sociedade sueca não é todas essas coisas ou que esses assuntos não devem ser tratados em aula, mas isso poderia ser feito de uma forma menos “aqui-homem-lava-louça-e-cozinha-e-a-mulher-trabalha-fora”. Eu já estudei inglês e italiano e não me lembro de ter passado horas discutindo sobre se os ingleses vão muito ao pub ou se os italianos falam muito alto. Durante os cursos eu li sobre a história e costumes dos dois países, porque são interessantes e porque é um jeito divertido de aprender a língua. Agora, ficar batendo na mesma tecla do aqui é todo mundo igual e não converse com as pessoas no metro, pelamordedeus, haja saco.

Para aumentar ainda a minha antipatia com professores que acham que nós somos retardados, na aula de expressão oral nós tivemos que apresentar para a turma três pontos importantes do livro que estamos lendo. É óbvio que todo mundo gaguejou, ficou pensando nas palavras, ninguém na turma fala sueco fluente. Só que eu acho que o professor não entendeu isso e saiu com uma palestra sobre como falar em público, com direito a exercícios de respiração e um tal de ficar repetindo aaaa - mmmmm- uuuuuu. E eu lá pensando se falava ou não para ele que eu quero aprender a falar sueco, não aprender a falar em público que nisso até que eu me viro, contanto que seja numa língua que eu domino.

Bom, mas agora chega de reclamação, porque os exercícios de sueco me esperam.

Stockholm Syndrome

Ontem, como comemoração da minha “troca de anos” fomos no show do Muse, que estava o máximo.
Além de serem músicos extremamente habilidosos, os efeitos visuais foram muito cool!!

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Atenção

Eu moro na Suécia mas não sou agência de turismo, intercâmbio nem trabalho no consulado brasileiro, então não me peça informações sobre morar aqui, aprender a língua, estudar, etc, para essas coisas existe o Google e foi googlando que eu achei 99% das informações que precisava para morar aqui. Na página de links tem vários sites com informações úteis sobre morar na Suécia e Inglaterra.

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